Minério de ferro se recupera com esperanças de estímulo da China

Publicado em 16/12/2024 08:35 e atualizado em 16/12/2024 09:06

Por Amy Lv e Colleen Howe

PEQUIM (Reuters) - Os preços dos contratos futuros de minério de ferro se recuperaram nesta segunda-feira, com o retorno das esperanças de flexibilização monetária na China superando a demanda vacilante de curto prazo e os dados desanimadores sobre imóveis.

O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 0,5%, a 802,5 iuanes (110,23 dólares) a tonelada.

No início da sessão, o contrato caiu para o nível mais baixo desde 6 de dezembro, para 788 iuanes por tonelada.

O minério de ferro de referência para janeiro na Bolsa de Cingapura subia 0,92%, a 104,85 dólares a tonelada, depois de ter caído mais cedo para o nível mais baixo desde 9 de dezembro, a 103,2 dólares a tonelada.

Uma série de dados industriais relativamente fracos manteve vivos os apelos para que Pequim intensifique estímulos voltados para o consumidor, enquanto formuladores de políticas se preparam para mais tarifas comerciais dos EUA em um segundo governo Trump.

A China tem espaço para reduzir ainda mais a taxa de reserva obrigatória (RRR) -- a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, disse uma autoridade do banco central no sábado, de acordo com a emissora estatal CCTV.

"No curto prazo, os olhos estão voltados para o momento de um possível corte na taxa de juros e no RRR", disse Cheng Peng, analista da Sinosteel Futures.

Os ganhos de preço, entretanto, foram limitados pelos fundamentos fracos de mercado do principal ingrediente da fabricação de aço.

A produção de aço bruto da China no mês passado caiu 4,3% em relação a outubro, prejudicada por margens mais apertadas e pelo enfraquecimento sazonal do consumo de aço downstream, enquanto analistas esperam que o volume de dezembro caia ainda mais.

O investimento imobiliário na China recuou 10,4% nos primeiros 11 meses de 2024 em relação ao ano anterior, depois de cair 10,3% em janeiro-outubro, mostraram dados do Departamento Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) na segunda-feira.

(Reportagem de Amy Lv e Colleen Howe)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Brasil inicia consultas no âmbito da OMC sobre tarifas dos EUA
Aprosoja Brasil propõe ao governo federal aperfeiçoar medidas para dívidas rurais
Inflação nos EUA desacelera em junho mas conflito no Oriente Médio deve voltar a pesar
Ibovespa abre em alta com balanços e dados no foco
Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,4% no 2º trimestre, mas renda diminui
Dólar cai abaixo de R$5,10 em sintonia com o exterior