China sinaliza novas medidas para reforçar iuan

Publicado em 13/01/2025 07:55 e atualizado em 13/01/2025 09:37

 

XANGAI/HONG KONG (Reuters) - A China anunciou nesta segunda-feira mais medidas para dar suporte à sua moeda, revelando planos para aumentar suas reservas de dólares em Hong Kong a fim de reforçar o iuan e para melhorar os fluxos de capital, permitindo que as empresas tomem mais empréstimos no exterior.

Um dólar forte, a queda nos rendimentos dos títulos chineses e a ameaça de barreiras comerciais mais altas quando Donald Trump retornar à Presidência dos Estados Unidos na próxima semana têm deixado o iuan rondando as mínimas de 16 meses, estimulando o banco central chinês a agir.

O Banco do Povo da China tem tentado diversos meios para deter a queda do iuan desde o final do ano passado, incluindo alertas contra movimentos especulativos e esforços para aumentar os rendimentos.

Nesta segunda-feira, as autoridades alertaram novamente contra a especulação. O banco central também aumentou os limites para empréstimos vindos do exterior tomados pelas empresas, aparentemente para permitir a entrada de mais moeda estrangeira.

Enquanto isso, o presidente da instituição, Pan Gongsheng, disse no Fórum Financeiro da Ásia, em Hong Kong, que o banco central chinês aumentará substancialmente a proporção das reservas cambiais da China em Hong Kong, sem fornecer detalhes.

As reservas internacionais da China ficaram em torno de 3,2 trilhões de dólares no final de dezembro. Não se sabe muito sobre onde as reservas são investidas.

O iuan perdeu mais de 3% contra o dólar desde a eleição presidencial dos EUA em novembro, devido às preocupações de que as ameaças de Trump de novas tarifas comerciais exercerão mais pressão sobre a economia chinesa.

Os anúncios desta segunda-feira ressaltam os desafios do Banco do Povo da China ao tentar impulsionar o crescimento econômico, mantendo as condições de caixa flexíveis, ao mesmo tempo em que tenta extinguir a busca desenfreada por títulos e estabilizar a moeda em meio à incerteza política e econômica.

(Por redação de Xangai, Selena Li e Summer Zhen em Hong Kong)

Fonte: Reuters

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