Vice-presidente do BC do Japão sinaliza chance de aumento de juros na próxima semana

Publicado em 14/01/2025 07:52

Por Leika Kihara

YOKOHAMA (Reuters) - O Banco do Japão vai debater se aumentará a taxa de juros na próxima semana, conforme as perspectivas de ganhos salariais sustentados aumentarem e as perspectivas para a política dos Estados Unidos se tornarem mais claras no discurso de posse do presidente eleito Donald Trump, disse o vice-presidente do banco central, Ryozo Himino.

Em um discurso para líderes empresariais na cidade de Yokohama, Himino disse nesta terça-feira que "não seria normal" que as taxas de juros reais permanecessem negativas depois que o Japão tiver superado os choques e fatores que causaram a deflação.

Várias pesquisas e relatórios das agências regionais do banco central aumentaram as expectativas de que o crescimento dos salários continuará forte este ano, disse ele.

Himino também disse que a economia dos EUA provavelmente permanecerá forte por enquanto, e a "direção geral" da política econômica norte-americana provavelmente ficará clara no discurso de posse de Trump em 20 de janeiro.

"A diretoria discutirá se deve aumentar a taxa de juros na próxima semana e chegará a uma decisão, com base nas projeções econômicas e de preços apresentadas em nosso relatório trimestral de perspectivas", disse ele.

Os comentários foram feitos antes da reunião de política monetária do Banco do Japão, que terminará em 24 de janeiro, quando alguns analistas esperam que o banco aumente os juros de curto prazo ante os atuais 0,25%.

A diretoria também divulgará novas previsões trimestrais de crescimento e preços, que servem como base para a definição da política monetária.

As opiniões de Himino sobre os salários e as perspectivas para os EUA têm sido observadas de perto pelos mercados, depois que o presidente Kazuo Ueda citou a incerteza sobre as perspectivas salariais domésticas e as políticas de Trump como motivos para adiar o aumento dos juros no mês passado.

(Reportagem adicional de Tomo Uetake)

Fonte: Reuters

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