Crescimento da China deve desacelerar para 4,5% em 2025 com tarifas dos EUA

Publicado em 14/01/2025 08:24

 

Por Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - O crescimento econômico da China deve desacelerar para 4,5% em 2025 e esfriar ainda mais para 4,2% em 2026, segundo pesquisa da Reuters, com as autoridades a caminho de implementar novas medidas de estímulo para amenizar o impacto dos iminentes aumentos de tarifas de importação pelos Estados Unidos.

O Produto Interno Bruto (PIB) provavelmente cresceu 4,9% em 2024 - bem próximo da meta anual do governo de cerca de 5%, impulsionado por medidas de estímulo e fortes exportações, de acordo com a mediana das previsões de 64 economistas consultados pela Reuters.

No entanto, a segunda maior economia do mundo enfrenta tensões comerciais crescentes com os EUA, uma vez que o presidente eleito Donald Trump, que tem prometido tarifas pesadas sobre os produtos chineses, retornará à Casa Branca na próxima semana.

"Os possíveis aumentos das tarifas pelos EUA são o maior obstáculo para o crescimento da China este ano e podem afetar as exportações, o investimento das empresas e o consumo das famílias", disseram analistas do UBS em nota.

"Prevemos (também) que a atividade imobiliária continuará recuando em 2025, embora com um impacto menor sobre o crescimento."

É provável que o crescimento tenha melhorado para 5,0% no quarto trimestre em relação ao ano anterior, acelerando em relação ao ritmo de 4,6% do terceiro trimestre, à medida que uma enxurrada de medidas de apoio começou a entrar em vigor, mostrou a pesquisa.

Em termos trimestrais, a previsão é de que a economia cresça 1,6% no quarto trimestre, em comparação com 0,9% entre julho e setembro, de acordo com o levantamento.

O governo divulgará os dados do PIB do quarto trimestre e do ano inteiro, junto dos números para a atividade de dezembro, na quinta-feira.

Analistas esperam que mais estímulos sejam apresentando este ano, mas dizem que o escopo e o tamanho das ações podem depender da velocidade e da agressividade com que Trump implementa as tarifas ou outras medidas.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado financeiro argentino recupera forças com resultado eleitoral no Brasil
Renovação da Câmara federal chegou a 35%; veja nova composição da Casa
Dólar tem maior queda diária em mais de 8 anos com Flávio à frente de Lula no 1º turno
Trump elogia desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições
Ibovespa fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno
Aprovação de Trump atinge nível recorde de baixa; hispânicos estão descontentes com os republicanos, diz Reuters/Ipsos