Ibovespa titubeia antes de decisões de juros no Brasil e EUA; Azul sobe

Publicado em 29/01/2025 11:30 e atualizado em 29/01/2025 13:20

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa titubeava nesta quarta-feira, perdendo o patamar dos 124 mil pontos, em sessão marcada por decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, enquanto Azul era destaque positivo após concluir reestruturação de dívidas.

Por volta de 11h20, o Ibovespa cedia 0,17%, a 123.850,65 pontos, tendo marcado 123.781,39 pontos na mínima e 124.766,95 na máxima até o momento. O volume financeiro somava 2,2 bilhões de reais.

De acordo com a equipe da XP, no caso da reunião do Federal Reserve, as atenções estarão voltadas para as declarações do titular do banco central norte-americano, Jerome Powell, dada a expectativa de manutenção dos juros na faixa de 4,25% a 4,50%.

Powell começa sua tradicional entrevista à imprensa 30 minutos após o anúncio da decisão do Fed, previsto para às 16h, e agentes do mercado devem buscar sinais adicionais sobre a trajetória da política monetária na maior economia do mundo.

"O cenário de manutenção das taxas até 2025 ainda é minoritário nas apostas do mercado, mas ganhou força com os últimos dados de inflação e do mercado de trabalho", disse a XP.

No Brasil, a previsão é de que o Banco Central eleve a Selic para 13,25% ao ano, dos atuais 12,25%, na primeira decisão da autoridade monetária sob o comando de Gabriel Galípolo.

"O mercado deverá analisar cuidadosamente o comunicado pós-reunião, que poderá sinalizar apenas mais um aumento de 100 bps ou a continuação do ciclo de aperto monetário nas reuniões seguintes", acrescentou a equipe da XP.

DESTAQUES

- AZUL PN avançava 2,92% após anunciar na terça-feira que concluiu um longo processo de reestruturação de dívidas com credores financeiros, arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos, o que deve levar a uma forte redução de sua alavancagem.

- MAGAZINE LUIZA ON recuava 3,85%, no segundo dia seguido de quedas, após começar a semana marcando máximas em um mês. A queda acompanhava o movimento mais negativo em outros papéis de empresas sensíveis à economia doméstica, em dia de alta nas taxas dos DIs. O índice de consumo caía 0,41%.

- VALE ON tinha variação positiva de 0,04%, tendo no radar dados na véspera mostrando queda de 4,6% na produção de minério de ferro no quarto trimestre ante o mesmo período de 2023.

- PETROBRAS PN perdia 0,7%, em dia de queda dos preços do petróleo no mercado externo, onde o barril de Brent recuava 0,66%.

- ITAÚ UNIBANCO PN tinha acréscimo de 0,12%, enquanto BANCO DO BRASIL ON mostrava estabilidade, BRADESCO PN avançava 0,17% e SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,08%. Itaú, Bradesco e Santander divulgam seus números de quarto trimestre de 2024 na próxima semana.

Fonte: Reuters

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