BC do Japão discutiu possibilidade de mais aumentos de juros, mostra ata da reunião de janeiro

Publicado em 25/03/2025 07:52

 

TÓQUIO (Reuters) - As autoridades do Banco do Japão discutiram o ritmo de aperto da política monetária após decidirem elevar a taxa de juros para o maior nível em 17 anos, mostrou a ata da reunião de janeiro nesta terça-feira.

"Alguns membros reconheceram que as taxas de juros reais devem permanecer significativamente negativas, mesmo que o Banco do Japão decida elevar a taxa de juros nesta reunião, e que as condições financeiras acomodatícias serão mantidas", disse a ata.

Um desses membros apontou que o aumento dos juros na reunião era mais um ajuste no grau de acomodação monetária sob condições financeiras acomodatícias.

Os membros concordaram que, como as taxas de juros reais estavam em níveis significativamente baixos, seria apropriado que o Banco do Japão continuasse a apertar a política monetária se as perspectivas para a atividade econômica e os preços se concretizassem, segundo a ata.

Na reunião de janeiro, o banco central japonês elevou sua taxa de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual, para 0,5%, o maior nível desde a crise financeira global de 2008, e revisou para cima suas previsões de preços, demonstrando confiança de que o aumento dos salários manterá a inflação estável em torno de sua meta de 2%.

A medida foi tomada após a decisão do ano passado de abandonar o estímulo monetário maciço de uma década em março e de um aumento da taxa para 0,25% em julho.

Na semana passada, o Banco do Japão manteve os juros estáveis e alertou sobre o aumento da incerteza econômica global, sugerindo que o momento de novas altas dependerá, em grande parte, das consequências das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No entanto, o presidente da instituição, Kazuo Ueda, também disse que o aumento dos custos dos alimentos e o crescimento mais forte do que o esperado dos salários poderiam elevar a inflação subjacente, destacando a atenção do banco central para as crescentes pressões dos preços.

(Por Makiko Yamazaki)

Fonte: Reuters

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