BC do Japão mantém postura de aumento dos juros, mas sinaliza pausa por riscos tarifários dos EUA

Publicado em 09/04/2025 07:47

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que o banco central deve avaliar "sem preconceitos" se a economia está no caminho certo para atingir sua projeção, sugerindo a chance de uma pausa nos aumentos da taxa de juros conforme as tarifas dos Estados Unidos abalam os mercados.

Embora ainda esteja abaixo da meta de 2% do banco central, a inflação subjacente do Japão está acelerando gradualmente à medida que os aumentos salariais continuam, disse Ueda nesta quarta-feira, acrescentando que as condições econômicas e de preços estão avançando em linha com suas previsões.

"Mas precisamos prestar a devida atenção aos riscos, especialmente a recente incerteza crescente sobre os acontecimentos na política comercial de cada país", disse Ueda em um discurso, destacando o alarme do Banco do Japão sobre os possíveis danos das tarifas dos EUA.

Ueda reiterou que o banco central continuará a aumentar a taxa de juros se a economia seguir melhorando e em linha com suas projeções atuais.

"Devemos, no entanto, avaliar sem preconceitos em cada reunião de política monetária se nossas previsões realmente se concretizarão", disse Ueda, sugerindo que o banco central pode permanecer em espera até que haja mais clareza sobre o impacto das tarifas dos EUA.

Os comentários foram feitos antes da próxima reunião do Banco do Japão, em 30 de abril e 1º de maio, quando deverá manter a taxa de juros em 0,5% e divulgar novas previsões trimestrais econômicas e de preços.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

TSE confirma decisões que removeram postagens sobre Nossa Senhora Aparecida
Contração da indústria no Brasil se intensifica em setembro com demanda fraca, mostra PMI
EUA consideram improvável invasão de Taiwan pela China no próximo ano, dizem fontes
Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem; demissões diminuem em setembro
Dólar se reaproxima da estabilidade com mercado à espera de nova pesquisa eleitoral
Trump não vai ganhar Nobel da Paz deste ano, mas pode influenciar decisão, dizem especialistas