Dívida pública federal sobe 0,22% em março e atinge R$7,5 tri impactada por gasto com juros

Publicado em 30/04/2025 15:01 e atualizado em 30/04/2025 16:18

BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal subiu 0,22% em março ante fevereiro, para R$7,508 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira, sob impacto dos gastos com juros em meio ao aperto monetário promovido pelo Banco Central.

No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) somou R$7,199 trilhões, com alta de 0,29%, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) atingiu R$309,5 bilhões, com recuo de 1,53%.

Contribuiu para a elevação da dívida pública no mês passado uma incorporação de juros no valor de R$71 bilhões, mais que compensando um resgate líquido de R$54,7 bilhões registrado no período.

O Tesouro destacou que março foi marcado por incertezas sobre o impacto da política tarifária dos Estados Unidos e uma perspectiva de redução no ritmo de corte de juros na economia norte-americana. No mês, os juros futuros apresentaram recuo em relação a fevereiro.

Segundo os dados da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma elevação no mês passado, passando de 11,57% ao ano em fevereiro para 11,70%.

O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna, por sua vez, subiu de 11,92% para 12,61% ao ano, em meio ao choque de juros implementado pelo BC para conter a inflação, o que eleva o custo de papéis atrelados à taxa Selic.

Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,08 anos para 4,12 anos em março.

A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$889 bilhões em fevereiro para R$869 bilhões em março. O valor é suficiente para quitar 6,72 meses de vencimentos de títulos, contra 6,66 registrados um mês antes.

Em relação ao mês de abril, o Tesouro apontou que a guerra tarifária entre EUA e China impactou a perspectiva de crescimento da economia norte-americana, ampliando as medidas de aversão a risco. No mês, os juros futuros no Brasil caíram "diante das incertezas globais que devem impactar a economia local e internacional", segundo a pasta.

(Por Bernardo Caram)

Fonte: Reuters

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