Encomendas de comércio eletrônico ficam de fora da redução de tarifas de EUA e China

Publicado em 12/05/2025 09:29 e atualizado em 12/05/2025 10:24

 

GENEBRA (Reuters) - Um acordo entre os Estados Unidos e a China para reduzir temporariamente as tarifas, anunciado nesta segunda-feira, não abordou o que acontece com as encomendas de comércio eletrônico de baixo valor enviadas da China para os EUA, disse à Reuters uma fonte informada sobre as negociações.

Em 2 de maio, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou a política de "de minimis" que permitia que pacotes com valor inferior a US$800 encomendados online da China e de Hong Kong entrassem nos Estados Unidos com isenção de impostos. Ele impôs tarifas de 120% sobre esses pacotes.

Com a ausência da questão no anúncio desta segunda-feira, especialistas em comércio disseram que o futuro agora não está claro.

"Não há clareza alguma sobre os 'de minimis'", disse Martin Palmer, cofundador do fornecedor de dados internacionais Hurricane Modular Commerce.

"A lógica diz que, se você reduzir as tarifas para todo o resto, isso deve se refletir nos embarques de 'de minimis' porque essa é uma parte considerável das importações da China para os EUA."

O envio de produtos isentos de impostos das fábricas chinesas para os consumidores norte-americanos ajudou a aumentar a popularidade das varejistas online Temu e Shein, que vendem gadgets, roupas e acessórios baratos para os Estados Unidos.

As ações da PDD Holdings, proprietária da Temu, subiam 7% nesta segunda-feira após o anúncio dos cortes nas tarifas. A PDD e a Shein não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de Olivia Le Poidevin e Helen Reid, reportagem adicional de Casey Hall)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Trump diz que não precisa da ajuda de Xi Jinping em relação ao Irã
Trump afirma que fim da guerra na Ucrânia está muito próximo
Índice STOXX 600 cai após cessar-fogo frágil no Oriente Médio abalar apetite por risco
Senado dos EUA confirma Warsh para Diretoria do Fed, com provável votação para chair do Fed na quarta-feira
Putin diz que Rússia implantará novo míssil nuclear Sarmat este ano
Guerra dos EUA no Irã custou US$29 bilhões, afirma Pentágono