Opositora venezuelana María Corina Machado pede mais ação dos EUA contra Maduro

Publicado em 18/06/2025 12:05

 

Por Sarah Kinosian

(Reuters) - Washington precisa tomar mais medidas contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, disse a líder da oposição María Corina Machado, incluindo a aplicação de sanções e o combate a redes criminosas que, segundo ela, estão ligadas ao governo.

María Machado foi impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024, mas é a figura de oposição mais popular do país.

Os países ocidentais e a oposição afirmam que o grupo dela venceu amplamente a eleição do ano passado, enquanto o governo de Maduro diz que ele foi reeleito, mas não divulgou a contagem detalhada dos votos.

"Gostaríamos de mais ação mais rapidamente? Sim, sim", disse María Machado, que está escondida há quase um ano, à Reuters em uma entrevista via Zoom na noite de terça-feira. "Para os Estados Unidos, a Venezuela é uma questão de segurança hemisférica."

A engenheira industrial de 57 anos, que pediu a seus apoiadores que boicotassem as recentes eleições legislativas, disse que Maduro é o chefe de um "empreendimento criminoso".

"Estamos pedindo a aplicação da lei", disse María Machado sobre sua posição quanto ao que Estados Unidos, Canadá e a Europa, entre outros, devem fazer. "Precisamos que o sistema de justiça internacional funcione porque o sistema de justiça na Venezuela não existe."

María Machado afirmou que a oposição também pediu ao governo dos EUA e a outros na Europa que divulguem informações sobre as redes criminosas supostamente ligadas a Maduro.

Os Estados Unidos sancionaram várias pessoas do governo de Maduro, fizeram acusações de tráfico de drogas contra muitos membros do alto escalão do governo e das forças armadas da Venezuela e contra o próprio Maduro, entre outras ações.

A revogação pelos EUA da licença da Chevron para operar na Venezuela foi um golpe financeiro para Maduro, e Machado disse que cortar o financiamento foi crucial para criar pressão interna contra ele.

Com a nova autorização, a Chevron não pode mais operar nos campos de petróleo venezuelanos, exportar petróleo ou expandir suas atividades.

Maduro e seus aliados sempre rejeitam as sanções, referindo-se a elas como "guerra econômica" e saudando o que eles dizem ser o sucesso da economia apesar das medidas.

Fonte: Reuters

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