Governo da Argentina sinaliza que cortes fiscais ainda mais profundos estão por vir

Publicado em 20/06/2025 11:34

(Reuters) - O governo da Argentina está pressionando por cortes fiscais ainda mais profundos, sinalizou o ministro da Economia do país nesta sexta-feira, ressaltando como o presidente Javier Milei está reforçando a austeridade.

O ministro Luis Caputo respondeu a uma publicação sobre um artigo da imprensa local que dizia que Milei havia ordenado que seu gabinete fizesse ajustes mais rigorosos para atingir sua meta de superávit fiscal de 1,6%.

"É verdade", escreveu Caputo no X, em post que mais tarde foi compartilhado pelo próprio Milei.

A iniciativa de corte de gastos de Milei tem ajudado a estabilizar a economia do país sul-americano e controlar a inflação, conquistando investidores e impulsionando os mercados, mesmo quando pressionou os trabalhadores do setor público e os aposentados.

O artigo original do jornal El Cronista disse que Milei havia ordenado que os ministros de seu gabinete fizessem cortes adicionais, apesar de o país apresentar superávits fiscais mensais regulares.

A reportagem não forneceu um número para os cortes adicionais, embora tenha dito que eles seriam anunciados aos ministros nos próximos dias.

O Ministério da Economia disse nesta semana que o superávit primário acumulado nos primeiros cinco meses do ano atingiu 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o superávit financeiro ficou em 0,3%, apoiado por pagamentos de juros mais baixos.

(Por Adam Jourdan)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Índices dos EUA caem conforme petróleo sobe 12% e mercado de trabalho mostra enfraquecimento
Supremo manda PF abrir inquérito sobre vazamento de "supostos diálogos" com Moraes após pedido da defesa de Vorcaro
Ibovespa fecha em queda e tem pior semana desde 2022 com risco geopolítico maior
Dólar fecha dia abaixo dos R$5,25, mas acumula alta de 2% na primeira semana de guerra
Juros futuros encerram 1ª semana de guerra com altas acumuladas acima de 50 pontos-base
Casa Branca diz que EUA estão bem encaminhados para controlar espaço aéreo iraniano