Canadá revoga imposto sobre serviços digitais para avançar nas negociações comerciais com os EUA

Publicado em 30/06/2025 07:32

OTTAWA (Reuters) - O Canadá revogou seu imposto sobre serviços digitais voltado para empresas de tecnologia dos Estados Unidos no domingo, poucas horas antes de entrar em vigor, em uma tentativa de avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente dos EUA, Donald Trump, retomarão as negociações comerciais para chegar a um acordo até 21 de julho, informou o Ministério das Finanças do Canadá em um comunicado.

Trump cancelou abruptamente as negociações comerciais na sexta-feira por causa do imposto direcionado às empresas de tecnologia dos EUA, dizendo que era um "ataque flagrante".

Ele reiterou seus comentários no domingo, prometendo estabelecer uma nova taxa tarifária sobre os produtos canadenses na próxima semana, o que ameaçou levar as relações entre os EUA e o Canadá de volta ao caos após um período de relativa calma.

O fracasso nas negociações comerciais ocorre depois que os dois líderes se reuniram no G7 em meados de junho e Carney disse que eles haviam concordado em concluir um novo acordo econômico dentro de 30 dias.

O imposto digital planejado pelo Canadá era de 3% da receita de serviços digitais que uma empresa obtém de usuários canadenses acima de US$20 milhões em um ano calendário, e os pagamentos deveriam ser retroativos a 2022.

Isso teria afetado as empresas de tecnologia dos EUA, incluindo Amazon, Meta, Google e Apple, entre outras.

A cobrança nesta segunda-feira será interrompida, segundo comunicado do Ministério das Finanças do Canadá, e o ministro das Finanças, François-Philippe Champagne, apresentará uma legislação para revogar a Lei do Imposto sobre Serviços Digitais.

O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, depois do México, e o maior comprador das exportações norte-americanas. O país comprou US$349,4 bilhões em produtos norte-americanos no ano passado e exportou US$412,7 bilhões para os EUA, de acordo com dados dos EUA.

(Reportagem de Kanjyik Ghosh em Bengaluru e Promit Mukherjee em Ottawa)

Fonte: Reuters

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