UE busca fechar acordo comercial com Trump ainda neste mês em meio a novos alertas de tarifas

Publicado em 09/07/2025 10:16 e atualizado em 09/07/2025 11:52

Por Andrea Shalal e Julia Payne

WASHINGTON/BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia disse que está trabalhando para fechar um acordo comercial com os Estados Unidos até o fim deste mês, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu que entregará novos avisos de tarifas sobre países não identificados nesta quarta-feira.

Trump ampliou sua guerra comercial quando disse na terça-feira que vai impor uma tarifa de 50% sobre o cobre importado e, em breve, introduzirá taxas sobre semicondutores e produtos farmacêuticos.

Ele ainda afirmou na véspera que "um mínimo de sete" avisos de tarifas serão divulgados nesta manhã, com outros mais à tarde. Ele não forneceu mais detalhes em sua publicação no Truth Social.

A ameaça veio um dia depois que ele pressionou 14 parceiros comerciais, incluindo Coreia do Sul e Japão, com cartas tarifárias impondo taxas de 25% ou mais, que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto.

Trump disse que as negociações comerciais estão indo bem com a China e a União Europeia, que é o maior parceiro comercial bilateral dos EUA.

Ele apontou que "provavelmente" informará à UE dentro de dois dias a taxa que ela pode esperar para suas exportações, acrescentando que ao bloco estava muito mais cooperativo.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deu uma resposta cautelosa.

"Nós nos mantemos fiéis aos nossos princípios, defendemos nossos interesses, continuamos trabalhando de boa fé e nos preparamos para todos os cenários", disse von der Leyen ao Parlamento Europeu.

Um porta-voz da Comissão Europeia disse que a UE pretende chegar a um acordo comercial antes de 1º de agosto, possivelmente até nos próximos dias.

O governo Trump prometeu "90 acordos em 90 dias" depois que ele revelou uma série de tarifas abrangentes em abril. Até o momento, apenas dois acordos foram fechados, com o Reino Unido e o Vietnã. 

Fonte: Reuters

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