Presidente da Comissão Europeia sobrevive ao voto de confiança do Parlamento

Publicado em 10/07/2025 08:03

 

Por Bart H. Meijer e Charlotte Van Campenhout

BRUXELAS (Reuters) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobreviveu a um voto de desconfiança no Parlamento Europeu nesta quinta-feira, apresentado principalmente por legisladores de extrema-direita que alegaram que ela e sua equipe minaram a confiança na UE por meio de ações ilegais.

Como esperado, a moção não conseguiu obter a maioria de dois terços necessária para ser aprovada. Apenas 175 membros do Parlamento apoiaram a moção, enquanto 360 votaram contra e 18 se abstiveram.

O nacionalista romeno Gheorghe Piperea, principal patrocinador da moção, criticou, entre outras coisas, a recusa da Comissão em divulgar mensagens de texto entre Von der Leyen e o presidente-executivo da fabricante de vacinas Pfizer durante a pandemia da Covid-19.

"A tomada de decisões se tornou opaca e discricionária, e gera temores de abuso e corrupção. O custo da burocracia obsessiva da União Europeia, como (o combate) às mudanças climáticas, tem sido enorme", disse Piperea ao Parlamento na segunda-feira.

Durante o debate sobre sua liderança, Von der Leyen defendeu seu histórico no Parlamento, rejeitando as críticas à sua gestão da pandemia e afirmando que sua abordagem garantiu acesso igualitário às vacinas em toda a UE.

Embora a moção de censura tivesse pouca chance de sucesso, foi uma dor de cabeça política para Von der Leyen, já que sua Comissão negocia com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar evitar tarifas comerciais elevadas dos EUA sobre os produtos da UE.

Foi a primeira vez desde 2014 que um presidente da Comissão enfrentou uma moção desse tipo. O então presidente Jean-Claude Juncker também sobreviveu à votação.

Fonte: Reuters

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