Ibovespa avança e flerta com 144 mil pela 1ª vez

Publicado em 11/09/2025 13:28

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta quinta-feira, superando 144 mil pontos na máxima e sustentado principalmente pelas ações de bancos, enquanto dados nos Estados Unidos endossaram apostas de corte de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.

Por volta de 12h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,09%, a 143.898,06 pontos, chegando a 144.012,5 pontos na máxima da sessão, novo topo intradia. O volume financeiro somava R$5,7 bilhões.

Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4% em agosto, após aumento de 0,2% em julho. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,3%. Em 12 meses, a taxa ficou em 2,9%, dentro das expectativas.

"Apesar do número ter vindo mais pressionado, seguimos encontrando pouco impacto das tarifas na inflação", afirmaram analistas do Bradesco em relatório a clientes.

A partir dos dados do CPI e de preços ao produtor divulgados na véspera, eles estimaram uma inflação do núcleo do PCE - medida favorita de inflação do banco central dos EUA - em 0,22% em agosto, que deve "ser bem-vinda para o Fed".

Em paralelo, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram 27.000, para 263.000, em base ajustada sazonalmente, na semana encerrada em 6 de setembro, enquanto economistas previam 235.000 requisições para o período.

O sinal positivo prevalecia em Wall Street, com o S&P 500 em alta de 0,67%, renovando topo histórico, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA recuava a 4,01%.

DESTAQUES

- BANCO DO BRASIL ON subia 1,72%, ampliando a recuperação com medidas recentes que trouxeram perspectivas de alívio para os números do banco. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,66%, BRADESCO PN tinha elevação de 1,24% e SANTANDER BRASIL UNIT valorizava-se 1,74%.

- BTG PACTUAL UNIT era negociada em alta de 2,87%, tendo ainda no radar comunicado do banco de que não está diretamente envolvido em qualquer negociação envolvendo investimento na Cosan , que subia 1,6%.

- VALE ON avançava 0,95%, mesmo com a queda dos preços do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com queda de 0,81%.

- PETROBRAS PN recuava 0,25%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent negociado em baixa de 1,7%. No setor, BRAVA ON perdia 0,05%, mas PETRORECONCAVO ON e PRIO ON tinham elevação de 0,15% e 0,19%, respectivamente.

- MAGAZINE LUIZA ON disparava 6,59%, ampliando os ganhos em setembro, apoiada nesta sessão pelo alívio nas taxas dos DI, enquanto a pauta do dia mostrou que as vendas no varejo brasileiro recuaram 0,3% em julho ante junho, dentro do esperado, e subiram 1% ano a ano, de previsão de alta de 0,8%.

- CYRELA ON tinha alta de 5,05%, também favorecida pelo comportamento na curva de juros. O índice do setor imobiliário avançava 2%.

- NEOENERGIA ON, que não está no Ibovespa, subia 2,98%, tendo no radar anúncio da companhia de energia espanhola Iberdrola de que fechou a compra da participação de 30,29% da Previ na companhia brasileira, por R$11,95 bilhões, ou R$32,50 por ação.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Alckmin diz que etanol foi único tema explícito em negociação com EUA
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
Lula diz que só falará de tarifaço após manifestação de Trump e que ninguém vencerá o Brasil mentindo
Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros amplia incertezas para exportadores e reforça necessidade de diversificação de mercados
Durigan diz que não cabe falar em retaliação aos EUA por tarifas, mas governo avalia reciprocidade