Ibovespa perde fôlego após renovar máxima

Publicado em 30/09/2025 11:41 e atualizado em 30/09/2025 12:18

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa renovou máxima histórica nesta terça-feira, tendo bancos entre os principais suportes, mas perdeu o fôlego e mostrava oscilações modestas, com Petrobras entre as maiores pressões negativas, em meio ao declínio do petróleo no exterior.

Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, mostrava estabilidade, a 146.338,89 pontos, após marcar 147.578,39 pontos no melhor momento, novo topo intradia. Na mínima, chegou a 146.277,54 pontos. O volume financeiro somava R$5,5 bilhões.

"O Ibovespa avançou na primeira sessão da semana, mas manteve-se contido na região de resistência em torno dos 147.150 pontos, reforçando a ausência de gatilhos no curto prazo", afirmou a Ágora Investimentos em relatório a clientes.

"Do lado oposto, a principal referência de suporte segue nos 144.100 pontos", acrescentou.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN cedia 1,23%, enfraquecida pelo declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril do Brent perdia 1,24%.

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 0,64%, em sessão positiva no setor, com BRADESCO PN em alta de 1,15% e SANTANDER BRASIL UNIT com acréscimo de 0,82%. BANCO DO BRASIL ON apurava acréscimo de 0,05%.

- VALE ON tinha elevação de 0,44%, mesmo com o recuo dos preços futuros do minério de ferro na China. A Bloomberg também noticiou que a China suspendeu cargas de minério de ferro da BHP em negociações de preços. No setor, CSN MINERAÇÃO ON subia 0,91%.

- GPA ON desabava 6,42%, tendo como pano de fundo relatório do Citi cortando a recomendação dos papéis para venda, avaliando que permanecem desafios significativos, especialmente em relação ao passivo fiscal expressivo da companhia. Até a véspera, a ação subia 21,45% em setembro.

- MRV&CO ON avançava 2,91%, após a construtora divulgar que concluiu a venda de quatro terrenos nos Estados Unidos, levantando US$32 milhões, montante que ficou US$2 milhões acima do que esperava. O tom prevalecia no setor, com o índice imobiliário na B3 valorizando-se 0,7%.

- MAGAZINE LUIZA ON recuava 5,46%, em mais um dia de correção, após forte valorização em setembro, que até a última sexta-feira somava 36,6%. Na véspera, as ações fecharam com declínio de 5,09%. O índice de consumo na B3 mostrava declínio de 0,46%.

Fonte: Reuters

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