Dólar fecha a R$ 2,41; Bovespa avança 2,21%

Publicado em 03/03/2009 20:19

O dólar comercial foi negociado a R$ 2,411 para venda, em baixa de 1,26%, nas últimas operações desta terça-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 2,570, em alta de 0,39%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem forte alta de 2,21%, aos 37.014 pontos (pelo índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 3,10 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,95%.

A taxa de câmbio teve um repique após dois dias em que subiu quase 5%, com o "susto" dos agentes financeiros pela deterioração, acima do esperado, do setor financeiro nos EUA. Analistas comentam que o rombo do AIG gerou um aumento brusco na aversão ao risco, empurrando as cotações de volta para a casa dos R$ 2,45 no mercado à vista e R$ 2,50 no futuro. "O real ainda deve sofrer mais, apesar de todos acreditarem que o Brasil esta em ótima situação na comparação com os outros emergentes", resume Octavio Vaz, gestor de Renda Fixa da Global Equity.

Profissionais do mercado, no entanto, insistem que a alta do dólar é "artificial", ao refletir muito mais um movimento especulativo no mercado futuro, por agentes financeiros que detém contratos em que ganham com desvalorização do real, do que um temor fundamentado pela economia brasileira.

Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 2,45 e R$ 2,41, com forte pressão desde a abertura. O Banco Central, mais uma vez, evitou intervir no mercado de câmbio.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2010 e 2011.

No contrato com vencimento em abril de 2009, a taxa projetada passou de 11,94% ao ano para 11,93%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 10,66% para 10,68%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 10,94% para 11%.

A inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no município de São Paulo teve variação de 0,27% em fevereiro ante 0,46% em janeiro. A Fipe-USP, responsável pelo cálculo do índice, apontou que os preços dos alimentos devem ajudar a conter a inflação em São Paulo.


Fonte: Folha Online

Fonte: Folha Online

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