Parlamentares dos EUA defendem ampliar restrição à venda de ferramentas de fabricação de chips para China

Publicado em 08/10/2025 08:55 e atualizado em 08/10/2025 11:54

 

Por Stephen Nellis

SAN FRANCISCO (Reuters) - Os parlamentares dos Estados Unidos estão pedindo restrições mais amplas à venda de equipamentos de fabricação de chips para a China, depois que uma investigação bipartidária descobriu que os fabricantes de chips chineses compraram US$38 bilhões em equipamentos sofisticados no ano passado.

Inconsistências nas regras emitidas pelos Estados Unidos, Japão e Holanda levaram os fabricantes de equipamentos de chip de fora dos EUA a vender para algumas empresas chinesas para as quais companhias norte-americanas não podem vender, de acordo com um relatório publicado na terça-feira pelo Comitê Seleto da Câmara dos Deputados dos EUA sobre a China.

O comitê solicitou proibições mais amplas por parte dos EUA e de seus aliados nas vendas de ferramentas de fabricação de chips para a China, em vez de proibições mais restritas nas vendas para fabricantes de chips chineses específicos.

As compras de US$38 bilhões foram feitas pelos cinco principais fornecedores de equipamentos de fabricação de semicondutores, sem violar a lei, um aumento de 66% em relação a 2022, quando muitas das restrições de exportação de ferramentas foram introduzidas.

Isso representou quase 39% das vendas agregadas da Applied Materials, Lam Research, KLA, ASML e Tokyo Electron, segundo o relatório.

"Essas são as vendas que tornaram a China cada vez mais competitiva na fabricação de uma ampla gama de semicondutores, com profundas implicações para os direitos humanos e os valores democráticos em todo o mundo", disse o relatório.

Tanto governos democrata quanto republicano dos EUA procuraram restringir a capacidade da China de fabricar microchips -- cruciais para campos como inteligência artificial e modernização militar. As duas superpotências econômicas também estão disputando a venda de tecnologia avançada, como centros de dados de IA, para outras nações.

Mark Dougherty, presidente da unidade da Tokyo Electron nos EUA, disse que as vendas do setor na China começaram a cair este ano, em parte devido a novas regulamentações e a uma maior coordenação entre os governos dos EUA e do Japão.

"Acho que está claro, do ponto de vista dos EUA, que há um resultado que ainda é desejado e que ainda não foi alcançado", disse Dougherty à Reuters em uma entrevista.

A ASML e a KLA não quiseram comentar. A Applied Materials e a Lam Research não responderam a um pedido de comentário.

O comitê disse que os fabricantes cooperaram com o comitê no relatório e foram informados de suas conclusões.

Fonte: Reuters

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