Taxas dos DIs sobem em meio a busca global por segurança

Publicado em 14/10/2025 10:06 e atualizado em 14/10/2025 12:48

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilavam em alta nesta terça-feira, acompanhando o avanço do dólar ante o real, com investidores à espera da participação nesta manhã do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência no Senado.

No exterior, após o feriado da véspera nos Estados Unidos, os Treasuries voltaram a ser negociados nesta terça-feira, exibindo queda de rendimentos em meio a preocupações com a relação entre EUA e China.

Às 9h57, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,02%, ante ajuste de 14,008% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,9%, ante o ajuste de 13,818%.

Nos mercados globais a manhã era de busca por ativos mais seguros, como Treasuries, dólar e ouro, em detrimento de opções mais arriscadas, como ações, moedas e títulos de países emergentes.

Por trás do movimento estão novamente os receios de um acirramento do embate comercial entre Estados Unidos e China, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha baixado o tom contra os chineses no fim de semana.

Neste cenário, as taxas dos DIs avançam, com investidores aguardando a participação de Haddad em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a partir das 10h.

Os agentes estarão especialmente atentos aos comentários de Haddad sobre o Orçamento, após o Congresso ter arquivado na semana passada a medida provisória 1303, que buscava elevar as receias por meio de taxação de aplicações financeiras.

Às 9h56, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 2 pontos-base, a 4,026%.

Fonte: Reuters

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