Indústria da zona do euro contrai em novembro e cortes de empregos aceleram, mostra PMI

Publicado em 01/12/2025 07:08 e atualizado em 01/12/2025 09:34

Por Indradip Ghosh

1 Dez (Reuters) - A atividade industrial da zona do euro caiu novamente para território de contração em novembro devido ao enfraquecimento da demanda, o que forçou as empresas a cortar empregos pela taxa mais rápida em sete meses, segundo uma pesquisa privada.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) HCOB de indústria para a zona do euro, compilado pela S&P Global, caiu para 49,6 em novembro, de 50,0 em outubro, marcando o menor nível em cinco meses e ligeiramente abaixo da preliminar de 49,7.

Leituras acima de 50,0 indicam crescimento na atividade, enquanto as leituras abaixo desse nível indicam contração.

Os novos pedidos diminuíram depois de terem estagnado em outubro. As encomendas de exportação caíram pelo quinto mês consecutivo, destacando os desafios persistentes nos mercados internacionais.

Em resposta ao enfraquecimento da demanda, os fabricantes cortaram empregos pela taxa mais rápida desde abril, enquanto os estoques de produtos acabados diminuíram pela maior margem desde julho de 2021.

"O quadro atual da zona do euro é preocupante, pois o setor manufatureiro não consegue sair da estagnação e está até mesmo tendendo à contração", disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

A produção continuou a expandir, mas em um ritmo muito mais lento, com o índice de produção caindo de 51,0 em outubro para 50,4 - a leitura mais fraca em nove meses.

Os custos de insumos aumentaram pela taxa mais acentuada desde março, depois de um período de meses de preços relativamente estáveis. Mas as empresas absorveram a maior parte dessas pressões, com os preços dos produtos caindo ligeiramente.

Apesar do enfraquecimento geral das condições, a confiança das empresas melhorou e atingiu o seu nível mais alto desde junho.

"A esse respeito, o humor na Alemanha melhorou um pouco, e na França houve até mesmo uma mudança do pessimismo para o otimismo", acrescentou de la Rubia.

"Se acreditarmos no ditado que diz que 'metade da economia é psicologia', então esse aumento da confiança é uma indicação de que as coisas melhorarão no próximo ano."

Uma perspectiva econômica estável, juntamente com uma inflação em torno da meta de 2% do Banco Central Europeu, manterá as taxas de juros estáveis por um longo período, segundo uma pesquisa da Reuters no mês passado.

(Reportagem de Indradip Ghosh em Bengaluru)

Fonte: Reuters

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