Itália quer gatilho de salvaguarda de 5% em acordo com Mercosul, afirma ministro

Publicado em 08/01/2026 06:02 e atualizado em 08/01/2026 07:22

 

ROMA, 8 Jan (Reuters) - A Itália quer um limite mais rigoroso para a suspensão das importações no âmbito do acordo comercial previsto com o Mercosul, afirmou o ministro da Agricultura italiano em entrevista publicada nesta quinta-feira, antes da votação da UE sobre o tratado, na qual a posição de Roma poderá ser decisiva.

Francesco Lollobrigida disse ao jornal financeiro Il Sole 24 Ore que Roma estava pressionando para reduzir de 8% para 5% o ponto em que as cláusulas de salvaguarda seriam acionadas. 

De acordo com o mecanismo, o acordo seria suspenso se as importações da América Latina ultrapassassem esse limite ou se os preços agrícolas europeus caíssem mais do que o mesmo valor.

"Queremos que esse limite de 8% seja reduzido para 5%. E acreditamos que existem condições para alcançar esse resultado", disse Lollobrigida.

Ele também disse que os diplomatas italianos estavam realizando verificações técnicas e políticas finais após receberem garantias iniciais sobre a reciprocidade em matéria de segurança alimentar, uma questão há muito levantada por Roma. A Itália quer garantir que os produtos agrícolas importados para a UE cumpram as mesmas normas exigidas aos produtores da UE.

“Estamos na reta final”, disse ele, acrescentando que os países da UE irão analisar os progressos numa reunião dos representantes dos Estados-Membros (Coreper) na sexta-feira.

(Reportagem de Giselda Vagnoni)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Irã adverte EUA para não entrar em Ormuz após Trump prometer ajuda para navios presos
Marfrig e BRF criam Sadia Halal e preparam IPO na Arábia Saudita
Ações de Hong Kong acompanham alta da Ásia; setor tecnológico lidera
Membro do BCE diz que preocupações com recessão na zona do euro são "reais e justificadas"
Autoridades da Ásia afirmam estar prontas para conter riscos financeiros
Comércio entre Colômbia e Equador cai com intensificação de guerra tarifária, dizem grupos empresariais