Alemanha buscará parcerias estratégicas com a China em meio às tarifas dos EUA, diz Merz

Publicado em 18/02/2026 20:48 e atualizado em 19/02/2026 07:25

 

Por Maria Martinez

BERLIM, 18 Fev (Reuters) - O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse nesta quarta-feira que buscará “parcerias estratégicas” com a China durante uma viagem na próxima semana, com o objetivo de discutir a cooperação futura entre a Europa e a segunda maior economia do mundo, enquanto os Estados Unidos se apoiam em tarifas.

“Temos um interesse estratégico em encontrar parceiros no mundo que pensem como nós, que ajam como nós e que, acima de tudo, estejam preparados para moldar o futuro juntos, para que continuemos sendo um país com prosperidade e um alto nível de segurança social”, disse Merz no evento desta Quarta-feira de Cinzas de seu partido em Passau, na Baviera.

Ele disse que a política externa e a política econômica não podem mais ser separadas.

“Se os norte-americanos acreditam que, com sua política tarifária, devem exercer influência em todo o mundo — se acreditam que as tarifas são mais importantes do que os impostos internos —, então isso é algo que os norte-americanos podem, é claro, decidir por si mesmos. Mas não é nossa política”, disse Merz.

A pressão tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, está testando as relações entre os aliados, ameaçando o comércio bilateral e aumentando o risco de mais danos à economia alemã, que já enfrenta dificuldades.

“Vocês podem fazer isso, mas nós não concordaremos com isso”, disse Merz sobre as tarifas. “E se exagerarem, nós, europeus, certamente seremos capazes de nos defender contra isso.”

Merz disse que os europeus mostraram que podem agir juntos durante um recente conflito relacionado à Groenlândia e alertou que a União Europeia responderá se Washington aumentar as tarifas novamente.

“Essa é a nossa dupla estratégia: uma mão estendida e, a qualquer momento, uma parceria renovada — mas também coesão e unidade suficientes dentro da União Europeia para que possamos nos defender adequadamente contra coisas que não queremos”, disse ele.

Fonte: Reuters

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