Taxas longas de DIs têm altas leves no Brasil
Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 26 Fev (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de prazos longos exibem leves altas ante os ajustes anteriores nesta quinta-feira, em uma sessão até o momento sem gatilhos fortes de negociação, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries operam em torno da estabilidade.
Às 9h51, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,55%, ante 12,535% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,335%, ante 13,298%.
Na quarta-feira, as taxas longas haviam registrado leves baixas no Brasil, após nova pesquisa eleitoral mostrar um cenário menos favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta manhã de quinta-feira, sem novidades no campo político, as taxas longas exibem alguns ganhos, mas o movimento ao longo de toda a curva brasileira é discreto.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries também mostram contenção, após os resultados corporativos da gigante tecnológica norte-americana Nvidia -- bastante aguardados -- não empolgarem. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,052%.
Nesta manhã, os títulos norte-americanos precificavam em 53,9% a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho -- mês de reunião do Federal Reserve com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 40,1% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch.
No Brasil, as opções de Copom precificavam na terça-feira -- dado mais recente -- 81,50% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 13,50% de chance de redução de 25 pontos-base, 2,00% de corte de 75 pontos-base e 2,00% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.