Autoridades mundiais reagem aos ataques dos EUA-Israel contra o Irã

Publicado em 28/02/2026 09:52
Líderes de países como Espanha, Ucrânia e Japão se manifestaram sobre os acontecimentos

Líderes mundiais fizeram declarações neste sábado (28) sobre os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, após meses de "planejamento conjunto e minucioso", segundo o exército israelense.

Nas redes sociais, autoridades demonstraram preocupação com os acontecimentos e muitos rejeitaram a decisão. Como o primeiro-ministro da Espanha, que, mencionou que os ataques "representam uma escalada e contribuem para uma ordem internacional mais incerta e hostil".

União Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disseram que os acontecimentos no Irã são "extremamente preocupantes" e apelaram a todas as partes para que exerçam a máxima contenção.

"Em estreita coordenação com os Estados-Membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com o nosso total apoio", afirmaram os dois líderes em uma declaração conjunta.

"Apelamos a todas as partes para que exerçam a máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional", acrescentaram.

Ucrânia

O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, com o Ministro das Relações Exteriores da Holanda, Tom Berendsen, também reagiram ao ataque em uma coletiva de imprensa.

"O regime iraniano vem abusando e aterrorizando sua região há décadas, financiando militantes que semeiam a instabilidade em outros países e maltratando seu próprio povo. É por isso que sempre estaremos ao lado do povo iraniano, da nação iraniana", menciona Syhiba.

"Esses muitos anos de violações dos direitos humanos, execuções, perseguições e assassinatos revelam sérios problemas de política interna. E enfatizamos que o regime teve todas as oportunidades para evitar esse cenário de uso da força e lhe foram dadas todas as oportunidades para encontrar soluções diplomáticas", acrescenta Berendsen.

Espanha

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse no sábado (28) que rejeita o que chamou de ação militar unilateral dos EUA e de Israel, que, segundo ele, representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil.

Em um comunicado publicado no X, Sánchez também afirmou que rejeita as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.

"Exigimos uma desescalada imediata e o pleno respeito pelo direito internacional", acrescentou.

Rússia

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Donald Trump em um post no X, o antigo Twitter.

"O pacificador está atirando para todo lado de novo. As conversas com o Irã eram só uma fachada. Todo mundo sabia disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos...", citou.

Japão

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, usou as redes sociais para compartilhar declarações a respeito das preparações do país para proteger a população japonesa nos países envolvidos.

"Dada a existência de tais preocupações, até agora vínhamos tomando medidas preventivas, como a evacuação antecipada de cidadãos japoneses, para nos prepararmos para qualquer eventualidade. No entanto, ao receber a notícia, imediatamente instruí os ministérios relevantes a intensificarem a coleta de informações e a adotarem todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos japoneses que permanecem no local", citou em um trecho.

"O governo japonês se preparará para todos os riscos possíveis e tomará todas as medidas necessárias", finaliza no post.

Bélgica

O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prevot, também reagiu aos ataques e afirmou que o país já realizou uma reunião de crise sobre o assunto e reforçou as instruções para proteger os belgas na região.

"A Bélgica segue de perto a situação em rápida evolução no Irã e na região. Uma primeira reunião de crise ocorreu e outras reuniões seguirão ao longo do dia. Estamos em contato próximo com nossas embaixadas. Exorto todos os belgas na região a permanecerem seguros, seguirem as instruções das autoridades locais e se registrarem no Travellers Online. Apelamos a todas as partes para que garantam a proteção das vidas civis em todos os momentos."

No post, eles mencionam que apoiam o povo iraniano. "Eles sofreram por décadas sob este regime. Eles merecem paz, dignidade e um futuro livre da opressão. Eles não devem pagar o preço pelas escolhas de seu governo. Permanecemos em contato próximo com nossos aliados e parceiros americanos e europeus".

França

O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em suas redes sociais, ele ainda se manifestou sobre o ocorrido. "O desencadeamento da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã acarreta graves consequências para a paz e a segurança internacional. Neste momento decisivo, todas as medidas estão sendo tomadas para a segurança do território nacional e a de nossos compatriotas, assim como a de nossos interesses no Oriente Médio".

Na sequência, mencionou que a França está pronta para mobilizar os meios necessários à proteção de seus parceiros mais próximos, conforme solicitado por eles.

"A escalada em curso é perigosa para todos. Ela deve cessar. O regime iraniano deve compreender que não tem mais outra opção senão iniciar uma negociação de boa-fé para pôr fim ao seu programa nuclear e balístico, bem como às suas ações de desestabilização regional. Isso é absolutamente necessário para a segurança de todos no Oriente Médio".

Por fim, ele menciona apoio ao povo iraniano e menciona que ele "deve poder construir seu futuro livremente". "Os massacres perpetrados pelo regime islâmico o desqualificam e exigem que a palavra seja devolvida ao povo. Quanto mais cedo, melhor".

Entenda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou os ataques do país com Israel contra o Irã neste sábado (28). Trump descreveu a campanha militar como "massiva e contínua", acrescentando que vidas americanas podem ser perdidas como resultado.

Trump afirma que o objetivo da ofensiva é "defender o povo americano" do que chamou de "ameaças do governo iraniano". Em um vídeo publicado na rede social Truth Social, o presidente dos EUA disse que irá destruir os mísseis do Irã e garantir que o país do Oriente Médio não terá armas nucleares.

Um oficial israelense afirmou que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi alvo do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao país iraniano neste sábado. A informação também foi confirmada à CNN por duas fontes próximas à operação militar.

Como resposta, o Irã atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait. Outros países atingidos até o momento são Jordânia e Iraque. Segundo a equipe da CNN, é um ataque sem precedentes no Oriente Médio.

Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
 

Fonte: Reuters + CNN

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