Reino Unido conversa com parceiros e BC sobre consequências econômicas da guerra contra Irã, diz premiê

Publicado em 09/03/2026 09:33 e atualizado em 09/03/2026 11:38

Por Sam Tabahriti e Sarah Young

LONDRES, 9 Mar (Reuters) - O governo britânico está conversando com parceiros internacionais e com seu banco central para avaliar formas de limitar os danos econômicos causados pela escalada da crise iraniana, alertando que, quanto mais tempo passar, pior poderá ficar.

Os custos dos empréstimos britânicos dispararam desde que o conflito eclodiu há mais de uma semana - mais do que os de outros países europeus e dos Estados Unidos - uma vez que os investidores temem que o aumento dos preços do petróleo e do gás agrave ainda mais a inflação já persistente.

Isso pode também forçar o governo a intervir novamente para amortecer o golpe econômico, um desafio potencialmente enorme para um governo já impopular que tem espaço limitado para aumentar os gastos.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, disse em um evento em Londres nesta segunda-feira que quer que as pessoas saibam que o governo está trabalhando para lidar com as consequências da guerra do Irã.

"O que estamos fazendo é monitorar o risco, trabalhando com outros para mitigar o risco", disse ele.

"A ministra das Finanças está conversando com o Banco da Inglaterra todos os dias para se certificar de que estamos à frente disso, em relação aos preços da energia para as famílias."

Ele também disse que o governo está conversando com parceiros internacionais sobre como reduzir o provável impacto sobre as pessoas, e afirmou que o Reino Unido quer buscar uma forma de reduzir o conflito.

Starmer disse que está ciente de que as pessoas estarão preocupadas com suas contas devido ao aumento do preço do petróleo e do gás, mas observou que, para os consumidores, um limite de preço de energia existente está em vigor até junho.

Ele também disse que a economia está mais resiliente do que no último choque de energia, quando a Rússia lançou sua invasão em grande escala na Ucrânia.

"As pessoas sentirão, vocês sentirão, que quanto mais tempo isso durar, mais provável será o potencial de um impacto em nossa economia", disse ele.

(Reportagem de Sam Tabahriti)

Fonte: Reuters

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