Líderes da UE pedem moratória para ataques contra instalações de energia e água no Oriente Médio

Publicado em 19/03/2026 19:37 e atualizado em 20/03/2026 07:48

 

BRUXELAS, 19 Mar (Reuters) - Os líderes da União Europeia pediram nesta quinta-feira uma moratória sobre os ataques militares às instalações de energia e água no Oriente Médio, em meio a preocupações crescentes sobre o impacto da guerra do Irã na economia global.

"O Conselho Europeu pede a desescalada e a máxima contenção, a proteção dos civis e da infraestrutura civil e o total respeito ao direito internacional por todas as partes", disseram os líderes dos 27 países da UE nas conclusões escritas de uma cúpula em Bruxelas.

"Nesse sentido, a UE pede uma moratória sobre ataques contra instalações de energia e água", disseram eles.

Os líderes pediram o reforço da atual missão naval do Mar Vermelho Aspides e da missão naval de combate à pirataria Atalanta no Chifre da África "com mais recursos, de acordo com seus respectivos mandatos".

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os aliados que responderam com cautela às suas exigências de que ajudassem a proteger o Estreito de Ormuz, a passagem para cerca de um quinto do petróleo do mundo.

Em sua declaração, os líderes europeus saudaram "os esforços crescentes anunciados pelos Estados-membros, inclusive por meio de uma coordenação reforçada com parceiros na região, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, assim que as condições forem atendidas".

(Reportagem de Lili Bayer)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Diesel acelera alta e já supera 19% em março, pressionando custos e anulando efeitos de medidas tributárias, aponta IBPT
Projeto da Embrapa busca aumentar resistência das lavouras à seca no Semiárido
Wall St abre em baixa após turbulência no Oriente Médio afetar perspectivas para o Fed
Taxas dos DIs sobem com rendimentos dos Treasuries em alta no exterior
Ibovespa recua com incertezas sobre Oriente Médio; Santander Brasil e B3 ocupam holofote
Dólar avança ante real e outras divisas de emergentes com guerra no Oriente Médio no foco