Durigan diz que Estados estão próximos de unanimidade para aderir a subvenção para diesel importado

Publicado em 31/03/2026 12:03 e atualizado em 31/03/2026 17:18

 

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 31 Mar (Reuters) - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira que os Estados estão próximos de alcançar unanimidade para adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção a importadores de diesel com o objetivo de bancar o custo do ICMS sobre o produto.

Em reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, Durigan afirmou que o governo adotará novas ações para mitigar os impactos da guerra no Irã.

"A gente vai seguir adotando medidas como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas", afirmou.

O Ministério da Fazenda propôs aos Estados na semana passada a possibilidade de dar subvenção a importadores de diesel em substituição à proposta anterior de corte direto do ICMS sobre esse produto, mas mantendo o compromisso da União de custear metade da medida. Parte dos governadores ainda não anunciou adesão à proposta.

O plano da Fazenda prevê que União e Estados banquem integralmente o custo do ICMS sobre o diesel importado, de R$1,20 por litro. Na medida temporária, que seria válida até maio, Estados custeariam R$0,60 desse tributo e a União, outros R$0,60.

O governo tem estudado ações para mitigar os efeitos da guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou preços internacionais do petróleo. Neste mês, já foram anunciadas medidas de corte tributário e subvenção sobre o óleo diesel, além de uma taxação sobre as exportações de petróleo.

Em seu discurso nesta terça-feira, Durigan disse que a população muitas vezes não tem a percepção do ganho econômico observado no país e ressaltou que o governo tem o "compromisso de ajudar as pessoas" em áreas como endividamento das famílias e redução de impactos da guerra no Oriente Médio.

O ministro da Fazenda também afirmou que o governo brasileiro fará ainda neste ano emissões de títulos públicos nos mercados europeu e chinês.

(Por Bernardo Caram; edição de Isabel Versiani e Fabrício de Castro)

Fonte: Reuters

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