Israel reforça controle sobre o sul do Líbano e diz para moradores não entrarem na área

Publicado em 20/04/2026 11:35

 

BEIRUTE/JERUSALÉM, 20 Abr (Reuters) - Israel disse para os residentes do sul do Líbano nesta segunda-feira não entrarem em um cinturão de território ao longo da fronteira e não se aproximarem da área do rio Litani, reforçando seu controle sobre a região, apesar do cessar-fogo na guerra contra o Hezbollah.

O cessar-fogo de dez dias, mediado pelos EUA, entrou em vigor na quinta-feira, interrompendo em grande parte a guerra entre Israel e Hezbollah, apoiado pelo Irã, que escalou a partir do conflito entre norte-americanos e iranianos.

Mas o cessar-fogo continua frágil, com as tropas israelenses ocupando uma área no sul, com o objetivo de criar uma zona de amortecimento para proteger o norte de Israel dos ataques do Hezbollah. Já o grupo afirma que mantém o "direito de resistir" à ocupação israelense.

Os militares israelenses publicaram um mapa nas mídias sociais com uma linha vermelha passando por 21 vilarejos no sul, afirmando que os moradores não deveriam se deslocar para a área entre a linha e a fronteira. Os militares afirmaram que as tropas israelenses estavam mantendo posições no sul "em face das atividades terroristas em andamento" do grupo apoiado pelo Irã.

O mapa indicava mais de 50 outros vilarejos no sul para os quais os moradores não deveriam retornar. Os militares israelenses também disseram que não há permissão para se aproximar da área do rio Litani, que flui principalmente para o norte da área que eles instruíram os moradores a evitar.

No domingo, os militares israelenses publicaram um mapa semelhante, mostrando pela primeira vez sua nova linha de implantação dentro do Líbano. Estendendo-se de leste a oeste, a linha de implantação no mapa avança de 5 a 10km para dentro do território libanês a partir da fronteira.

AVISOS SOBRE O RETORNO

O oficial sênior do Hezbollah, Mahmoud Qmati, dirigindo-se no sábado aos moradores dos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, disse que eles não deveriam voltar para suas casas ainda por causa do risco de ataque israelense.

Os conselhos locais no sul também advertiram os moradores contra o retorno às suas casas, dizendo que isso ainda não é seguro.

O Hezbollah, em uma declaração nesta segunda-feira, disse que explosivos previamente plantados por seus combatentes foram detonados quando os veículos militares israelenses estavam passando por uma área do sul no domingo, destruindo quatro tanques.

Os militares israelenses não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre isso. No domingo, eles disseram que um soldado havia sido morto e outros nove haviam sido feridos durante o combate no sul do Líbano.

O Líbano foi arrastado para a guerra regional em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo em apoio a Teerã, provocando uma ofensiva israelense que matou mais de 2.300 pessoas, incluindo 177 crianças, e forçou a fuga de mais de 1,2 milhão de pessoas, segundo as autoridades libanesas.

O Hezbollah não divulgou seus números de vítimas. Pelo menos 400 de seus combatentes foram mortos até o fim de março, de acordo com fontes próximas ao grupo.

O Hezbollah disparou centenas de foguetes e drones contra Israel, matando dois civis, enquanto 15 soldados israelenses morreram no Líbano desde 2 de março, segundo Israel.

(Reportagem de Jana Choukeir em Dubai, Steven Scheer em Jerusalém, Laila Bassam em Beirute; texto de Tom Perry)

Fonte: Reuters

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