UE ampliará sanções sobre Irã para responsáveis por bloquear Ormuz

Publicado em 20/04/2026 12:27 e atualizado em 20/04/2026 13:45

 

Por Julia Payne e John Irish

BRUXELAS/PARIS, 20 Abr (Reuters) - A União Europeia ampliará os critérios de suas sanções contra o Irã para incluir os responsáveis pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado há quase dois meses, afetando os mercados globais de energia e commodities, disseram dois diplomatas da UE.

Teerã fechou efetivamente o estreito depois do início dos ataques de Estados Unidos e de Israel contra o país em 28 de fevereiro, cortando cerca de um quinto dos suprimentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito.

Mais de uma dúzia de navios-tanque navegaram por Ormuz depois que o Irã o declarou brevemente aberto na sexta-feira, mas o acordo de cessar-fogo foi colocado em risco depois que os Estados Unidos apreenderam um navio de carga iraniano enquanto mantinham seu próprio bloqueio militar aos portos iranianos.

"Houve um acordo político entre os embaixadores de que nós realmente mudaríamos os critérios do regime de sanções do Irã para que pudéssemos também listar pessoas e entidades responsáveis pela obstrução da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", disse um dos diplomatas.

Uma segunda fonte diplomática disse que o Serviço Europeu de Ação Externa precisaria de algumas semanas para preparar qualquer nova listagem. O SEAE é responsável por colocar pessoas e empresas sob sanções, enquanto a Comissão Europeia lida com restrições setoriais.

Em janeiro, a UE designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista e, em março, listou autoridades iranianas por violações de direitos humanos.

(Reportagem de Julia Payne, em Bruxelas, e John Irish, em Paris)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha em alta ante real após dados de emprego nos EUA
Ibovespa fecha com declínio modesto, mas tem 2ª melhor semana do ano com estrangeiro e cena eleitoral
Setor chinês de terras raras suspende algumas remessas aos EUA, dizem fontes
CNN: Fachin retira pedido para investigar Mendonça do inquérito das fake news
Datafolha: Lula tem 46% contra 44% de Flávio em eventual 2º turno
Trump diz que se Fed não reduzir juros, deixará de fazer negócios com alguns países