Rejeição do Hezbollah abala cessar-fogo no Líbano e perspectivas de fim da guerra com Irã

Publicado em 05/06/2026 07:58 e atualizado em 05/06/2026 08:40

 

Por Jana Choukeir e Laila Bassam

DUBAI/BEIRUTE, 4 Jun (Reuters) - A milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo no Líbano na quinta-feira e Israel disse que não retiraria as tropas do país, minando os esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para interromper os combates no país e buscar a paz com Teerã.

O Irã fez de um cessar-fogo no Líbano uma condição para qualquer acordo de paz com Washington, e sugeriu nos últimos dias que poderia intervir diretamente se Israel mantivesse os ataques no país.

No entanto, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou um pacto intermediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês para interromper os combates. O Hezbollah não participou das negociações. Não houve resposta imediata de Israel ou do Líbano.

Em Washington, Trump disse aos repórteres que acreditava que estavam sendo feitos progressos no Líbano e que o país merece ter paz, acrescentando: "Isso vem acontecendo há muito tempo, vocês sabem."

Israel manteve os ataques no sul do Líbano, no entanto, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que suas forças não se retirariam nem interromperiam as operações no país, que foi invadido em março, paralelamente à guerra com o Irã.

O comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, que fundou o Hezbollah em 1982, disse que Israel precisa, no mínimo, retirar-se para as posições que ocupava antes do início da guerra.

Junto com o Líbano, os residentes de Gaza, do norte de Israel e do Kuweit estiveram sob fogo nesta semana, apesar dos cessar-fogos organizados pelos EUA que Trump disse na quarta-feira envolverem "disparos de maneira mais moderada", em vez de uma interrupção total dos combates.

As forças iranianas e norte-americanas trocaram ataques no Golfo na quarta-feira, em um dos mais intensos confrontos desde o início de abril, quando um cessar-fogo interrompeu as hostilidades em larga escala.

As forças iranianas atacaram o aeroporto do Kuweit, matando uma pessoa e ferindo mais de 60, segundo as autoridades, enquanto os militares dos EUA lançaram ataques perto do Estreito de Ormuz.

Em Omã, um suposto ataque de drones forçou a suspensão do carregamento de petróleo no terminal de Mina al Fahal após uma explosão, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto na sexta-feira.

Um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito passa pelo estreito em tempos normais, mas ele está praticamente fechado desde o início da guerra, há três meses.

Havia poucas evidências de progresso diplomático, embora Trump tenha declarado repetidamente desde o final de março que um acordo está próximo.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Última investida tarifária de Trump não resolve problema global do trabalho forçado
Rejeição do Hezbollah abala cessar-fogo no Líbano e perspectivas de fim da guerra com Irã
EUA devem ter registrado em maio crescimento mais lento do emprego, mas estável
Ações chinesas encerram semana em baixa, com queda acentuada no setor de IA
Putin não descarta possibilidade de assinar um acordo de paz com Zelenskiy
Trump revelará plano de apoio ao carvão de US$700 milhões usando poderes de emergência