Dólar fecha perto da estabilidade ante real com exterior no radar

Publicado em 10/06/2026 17:19

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 10 Jun (Reuters) - O dólar encerrou a quarta-feira perto da estabilidade ante o real, em uma sessão sem gatilhos fortes para a moeda norte-americana, com investidores repercutindo dados de inflação nos Estados Unidos e o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com variação negativa de 0,12%, aos R$5,1723. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,77% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para julho - atualmente o mais líquido no mercado brasileiro - cedia 0,15% na B3, aos R$5,1955.

O câmbio no Brasil mostrou certa volatilidade até o início da tarde, com as cotações oscilando entre altas e baixas na esteira dos números de inflação nos EUA.

O Ministério do Trabalho dos EUA informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 4,2% nos 12 meses até maio, após avançar 3,8% em abril na base anual. Na margem, o indicador subiu 0,5% em maio, ante 0,6% em abril.

Os resultados ficaram em linha com as altas de 4,2% em base anual e de 0,5% em base mensal projetadas pelos economistas consultados pela Reuters. O núcleo do índice subiu 2,9% em maio na base anual, ante 2,8% em abril, e teve alta de 0,2% em maio ante abril - abaixo da estimativa mensal de 0,3% e inferior ao aumento de 0,4% em abril.

No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1978 (+0,37%) às 9h07, antes da divulgação do CPI, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1589 (-0,37%) às 10h47, já após o anúncio do índice.

Mas a moeda norte-americana seguiu alternando altas e baixas até o início da tarde, sem uma tendência forte, para depois se manter próxima da estabilidade durante a tarde.

No exterior, a divisa dos EUA tinha sinais mistos ante as demais, em meio ao noticiário sobre a guerra.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora “terá que pagar o preço”, enquanto Teerã afirmou que reavaliará o engajamento diplomático com Washington após ataques recíprocos durante a madrugada.

No Brasil, destaque ainda para a nova pesquisa Genial/Quaest mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.Lula tem 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, ante 42% da pesquisa realizada em maio. Já o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro soma agora 38%, ante 41% no levantamento anterior.

Na simulação de primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio soma 29%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) atinge 2%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$2,588 bilhões em junho até dia 5.

Às 17h06, o índice do dólar - que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas - subia 0,01%, a 100,020.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Fonte: Reuters

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