FMI reduz previsão de crescimento da zona do euro em 2026
Por Jan Strupczewski
BRUXELAS, 11 jun (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento para a zona do euro nesta quinta-feira e elevou sua expectativa de inflação em razão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, acrescentando que a situação econômica pode piorar se os altos preços da energia persistirem.
Em seu relatório regular sobre a economia dos 21 países que compartilham o euro, o FMI afirmou que o crescimento econômico deste ano será de 0,9%, abaixo da previsão de 1,1% feita em abril, enquanto a inflação deverá ficar em 2,8%, acima dos 2,6% estimados em abril. O FMI já havia revisado para baixo sua previsão de crescimento para a zona do euro em abril, em comparação com a projeção de janeiro.
"Após um período de crescimento dentro do potencial e inflação em linha com as metas, as perspectivas para a zona do euro se deterioraram", afirmou o FMI em um relatório apresentado aos ministros das Finanças da zona do euro, referindo-se à guerra no Oriente Médio como um "choque adverso de oferta grande, porém temporário".
"Um choque energético ainda mais persistente poderia elevar ainda mais a inflação e as expectativas inflacionárias, mesmo que uma queda na confiança ou o estresse financeiro pudessem enfraquecer a demanda. Um ressurgimento do conflito no Oriente Médio ou atrasos na recuperação da infraestrutura energética, a intensificação das hostilidades na Ucrânia e novos ajustes na política comercial representam riscos negativos adicionais", afirmou.
O FMI disse que o Banco Central Europeu, que elevou os juros pela primeira vez em quase três anos nesta quinta-feira, provavelmente aumentará as taxas novamente, totalizando uma alta cumulativa de 50 pontos-base em 2026, com a possibilidade de um terceiro aumento.
O FMI alertou os ministros das Finanças da zona do euro contra medidas precipitadas para proteger suas economias do impacto dos altos custos de energia. "Um apoio fiscal generalizado não se justifica", afirmou.
(Reportagem de Jan Strupczewski)