Brasil abre 72.960 vagas formais de trabalho em maio, menor saldo para o mês desde 2020

Publicado em 30/06/2026 14:48

BRASÍLIA, 30 Jun (Reuters) - O Brasil abriu 72.960 vagas formais de emprego em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), saldo que veio abaixo do esperado por economistas e foi o mais fraco desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 afetou fortemente o mercado de trabalho.

O resultado do mês passado, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foi fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 115.000 vagas.

Em maio de 2025, foram criados 153.108 postos de trabalho. No mesmo mês de 2020, houve fechamento de 398.230 vagas.

No acumulado do ano até maio, o saldo é positivo em 767.326 vagas, também o mais baixo desde 2020, ano em que se inicia a série histórica do Novo Caged, mês que registrou fechamento de 1.345.103 postos de trabalho. No mesmo período no ano passado, o saldo foi positivo em 1.067.108 postos.

Todos os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços, como de costume, liderou a abertura, com 45.655 postos, seguido pelo setor de construção, com 12.096. Em último lugar, depois dos setores agropecuário (+10.205) e industrial (+4.974), respectivamente, ficou o setor de comércio com abertura de 40 vagas.

(Por Victor Borges; edição de Camila Moreira e Isabel Versiani)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Brasil abre 145.161 vagas formais de trabalho em junho, mostra Caged
Emprego formal no Brasil surpreende com pior desempenho para abril desde a pandemia
Brasil abre menos vagas formais de trabalho do que o esperado em julho, com menor saldo mensal do ano
Brasil abre 112.334 vagas formais de emprego em janeiro, acima do esperado
Desemprego no Brasil fica em 5,6% no trimestre até maio, nível mais baixo para o período
Vagas de emprego em aberto nos EUA sobem em maio; contratações continuam fracas