Atividade empresarial da zona do euro volta a crescer em julho pela primeira vez em quatro meses, mostra PMI

Publicado em 24/07/2026 07:11 e atualizado em 24/07/2026 08:00

 

Por Jonathan Cable

LONDRES, 24 Jul (Reuters) - A atividade empresarial da zona do euro voltou a crescer em julho pela primeira vez em quatro meses, impulsionada por uma recuperação nos novos pedidos, mas pode ser prejudicada pela inflação elevada e pelo recrudescimento do conflito no Oriente Médio, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar para a zona do euro da S&P Global subiu para 51,9 em julho, ante 50,0 em junho, maior nível em cinco meses e bem acima da expectativa de uma pesquisa da Reuters de 50,3.

Uma leitura acima de 50,0 indica expansão da atividade.

“O aumento do PMI Composto da zona do euro em julho sugere que a atividade está se recuperando e que as pressões inflacionárias estão diminuindo”, disse Henry Chambers, da Capital Economics.

“Mas, dada a nova escalada do conflito no Oriente Médio e o subsequente aumento nos preços da energia, algumas das melhorias em ambos os indicadores podem ser de curta duração.”

Os novos pedidos cresceram pela primeira vez desde fevereiro, com o ritmo de expansão sendo o mais rápido desde abril de 2023. Os pedidos de exportação continuaram a diminuir, mas a taxa de queda foi a menos acentuada desde março de 2022.

Tanto o setor manufatureiro quanto o de serviços contribuíram para a recuperação da produção. O setor de serviços atingiu 51,6, maior nível em cinco meses, ante 49,4 no mês anterior e expectativa de mais uma queda na atividade, encerrando três meses de contração.

O crescimento da indústria atingiu o maior nível em 52 meses, e o PMI subiu de 51,4 para 52,0, ficando acima da estimativa de 51,5.

A atividade na Alemanha, a maior economia da Europa, também voltou a crescer, enquanto na França a contração diminuiu, com a produção no setor de serviços apresentando desaceleração apenas marginal. O restante da zona do euro registrou sua maior expansão em oito meses.

Os níveis de pessoal aumentaram na zona do euro, marcando uma mudança após meses de demissões. O aumento foi marginal, já que os cortes contínuos no emprego na indústria atenuaram os ganhos no setor de serviços.

A taxa de inflação geral dos custos dos insumos recuou para o nível mais baixo desde fevereiro — mês em que eclodiu o conflito no Oriente Médio —, embora as pressões tenham permanecido acentuadas, segundo mostraram os dados do PMI.

A inflação dos preços de produção também desacelerou. A desaceleração pode reduzir a pressão sobre o Banco Central Europeu, que manteve sua taxa básica de depósito em 2,25% na quinta-feira.

Fonte: Reuters

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