Ações europeias recuam de máxima recorde com balanços e riscos no Oriente Médio
Por Ragini Mathur e Utkarsh Hathi
12 Ago (Reuters) - As ações europeias recuaram de máximas recordes nesta quarta-feira conforme os investidores analisaram balanços corporativos e os desdobramentos no Oriente Médio, enquanto uma leitura benigna sobre a inflação nos EUA amenizou as preocupações com um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve no próximo mês.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com queda de 0,16%, a 659,48 pontos.
O índice de referência registrou altas nas últimas sessões devido balanços sólidos, com estimativas da LSEG apontando para um crescimento de 22% nos lucros do segundo trimestre.
No entanto, com quase metade desse crescimento impulsionado pelo setor de energia, os investidores permaneceram cautelosos quanto ao fato de que os preços persistentemente altos do petróleo poderiam alimentar a inflação na região dependente de energia, sem sinais de progresso nas negociações entre os EUA e o Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.
“Quanto mais tempo os preços da energia se mantiverem em um nível mais elevado, mais os trabalhadores poderão começar a exigir salários mais altos para compensar a inflação, e isso pressionaria as margens de lucro de todas as empresas europeias”, disse Martin Frandsen, gestor de portfólio da Principal Asset Management.
Uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que não houve avanços na retomada de um acordo de paz provisório com os EUA.
Os futuros do petróleo Brent recuavam 0,1%, conforme os operadores avaliavam esses comentários diante da previsão de demanda menor feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Enquanto isso, os preços ao consumidor nos EUA subiram em linha com as expectativas em julho, reduzindo as chances de um aumento da taxa de juros pelo Fed no próximo mês.
No STOXX 600, o setor de saúde recuou 1,2%, pressionado pela queda de 4,3% da EssilorLuxottica. Um grupo de defesa alemão apresentou uma queixa criminal contra os óculos de IA da Meta e unidades da fabricante francesa de óculos por violarem as leis de privacidade.
As ações do setor de bens pessoais e domésticos lideraram as perdas, com queda de 1,9%.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,10%, a 10.833,15 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,23%, a 26.331,07 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,46%, a 8.674,94 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,01%, a 53.698,66 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,05%, a 20.204,40 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,68%, a 9.273,84 pontos.