Ibovespa avança impulsionado por Petrobras, com eleições no radar
SÃO PAULO, 8 Out (Reuters) - O Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira, impulsionado pelos ganhos nas ações da Petrobras, que se beneficiam com o avanço do petróleo no exterior, ao mesmo tempo em que os agentes locais aguardam a publicação da primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição.
Às 11h53, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subia 1,42%, a 207.210,26 pontos.
Na mínima, o Ibovespa atingiu 203.984,57 pontos, enquanto, na máxima, chegou a 207.720,34 pontos.
A bolsa brasileira pega carona na disparada dos preços do petróleo no exterior, que se dá por conta das preocupações persistentes com o abastecimento proveniente do Oriente Médio, em meio a um aumento nos ataques à navegação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
Nesse contexto, no horário mencionado acima, os futuros do petróleo Brent subiam 4,91%, oscilando perto do maior nível em mais de uma semana.
Esse avanço impulsionou os papéis da Petrobras e demais petrolíferas, dando suporte ao Ibovespa.
Enquanto isso, em Nova York, as bolsas abriram em queda, impactadas pelo avanço dos rendimentos dos títulos dos Treasuries, que estão oscilando próximos a níveis recordes. O S&P 500 caía 0,23%.
No campo doméstico, os investidores continuam acompanhando o noticiário eleitoral.
No início da noite desta quinta-feira, o Datafolha divulga sua primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição após o primeiro turno do pleito no último domingo, no qual Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O resultado levou a um rali nas ações brasileiras e a uma queda do dólar no início da semana já que, na avaliação dos agentes do mercado, a eleição de Flávio representaria maiores chances de controle das contas públicas.
"A bolsa retoma a alta porque o 'trade eleitoral' segue vivo: o investidor estrangeiro, que colocou um volume recorde de recursos no Brasil depois do primeiro turno, está usando qualquer correção para voltar a comprar", disse o sócio e estrategista da Zermatt Partners, Enrico Cozzolino.
"A alta tem uma ajuda clara do petróleo acima de US$104, que puxa Petrobras e as petroleiras, enquanto o exterior não ajuda", acrescentou o profissional.
DESTAQUES
• PETROBRAS PN avançava 1,8% e PETROBRAS ON subia 2,41%, em linha com o avanço do petróleo no exterior, com o Brent registrando alta de mais de 4%.
• PRIO ON e PETRORECONCAVO ON subiam 2,42% e 4,1%, respectivamente, na esteira dos ganhos do petróleo.
• ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,14%, BRADESCO PN avançava 0,14% e BTG PACTUAL tinha alta de 2,09%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,31%. BANCO DO BRASIL ON ganhava 0,41%.
• VALE ON subia 0,79%, na contramão do desempenho do minério de ferro na China na volta do feriado. O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Commodities de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com queda de 3,12%, a US$101,84 por tonelada métrica.
• ASSAÍ ON disparava 6,21%, sendo uma das maiores altas do Ibovespa, refletindo o recuo nas taxas dos juros futuros. MAGAZINE LUIZA ON avançava 4,84%.
(Por Igor SodréEdição Michael Susin)