Café sobe mais de 1% em NY nesta 4ª feira e mercado mantém atenção sobre oferta e clima no Brasil
Os preços do café arábica avançam na Bolsa de Nova York na manhã desta quarta-feira (14), dando continuidade aos ganhos da sessão anterior. O mercado segue sustentado pelas preocupações com a oferta no curto prazo, pelos estoques certificados reduzidos e mantém o clima brasileiro no radar. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o dezembro/26 avançava 1,01%, negociado a 295,65 cents/lbp, enquanto março/27 subia 0,88%, a 288,00 cents/lbp.
O movimento desta manhã amplia a recuperação observada na terça-feira (13). Na sessão anterior, as preocupações com oferta deram suporte ao arábica, enquanto o mercado também acompanhou as condições climáticas nas regiões produtoras brasileiras.
Entre os fundamentos altistas continuam os baixos estoques certificados em Nova York, além das preocupações com a disponibilidade de arábicas de qualidade. Segundo análise da Safras & Mercado, o mercado acompanha também os sinais de menor oferta de cafés lavados da Colômbia e de países da América Central.
No Brasil, as atenções permanecem concentradas sobre o desenvolvimento da safra seguinte. As chuvas são importantes para as floradas e seu pegamento, mas o mercado continua sensível às previsões meteorológicas e aos possíveis efeitos do El Niño sobre o ciclo produtivo.
Ao mesmo tempo, a oferta brasileira limita movimentos mais agressivos de alta. As exportações do país permanecem fortes, mantendo o mercado dividido entre uma disponibilidade maior do Brasil e sinais de aperto no curto prazo para determinados tipos e qualidades de café.
No mercado físico brasileiro, os negócios permanecem mais lentos. Na terça-feira, o Escritório Carvalhaes classificou o mercado como “calmo”, com cotações nominais entre R$ 1.800 e R$ 1.900 por saca para os cafés cereja descascado finos e entre R$ 1.700 e R$ 1.800 para fino/extra.