Dólar recua pelo segundo dia e fecha a R$ 1,84; Bovespa sobe 2,54%

Publicado em 09/02/2010 16:07 657 exibições

Os mercados mundiais continuam a sinalizar que os agentes financeiros estão um pouco mais calmos sobre a situação na zona do euro, onde vários países revelaram uma séria deterioração das contas públicas. A ameaça de uma nova instabilidade econômica no velho continente afetou dramaticamente euro, que hoje teve seu segundo dia de recuperação frente ao dólar, ascendendo de US$ 1,36 para US$ 1,38 entre ontem e hoje.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,847, em baixa de 1,44%, nas últimas operações registradas nesta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,871 e R$ 1,841. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,970, em baixa de 1%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta de 2,54%, aos 64.755 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,08 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,78%.

O retorno antecipado do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, da Austrália, foi alvo de especulações nos mercados mundiais como um forte indicativo de que um pacote de ajuda à Grécia, um dos países em situação mais dramática, deve ser discutido nos próximos dias.

"O mercado está começando a ver alguns sinais de melhora na zona do euro, e hoje a moeda [europeia] já recuperou cerca de 1%. E nós notamos que muita gente desfez posições em dólar para voltar ao euro. Esse é o fato predominante e fora disso, não vimos nenhuma outra notícia de maior impacto", comenta Glauber Romano, profissional da mesa de operações da corretora Intercam. "Mas o mercado ainda deve ter mais solavancos lá na frente. Acho que o dólar deve passar a oscilar entre R$ 1,80 e R$ 1,88 por algum tempo", acrescenta.

O Banco Central comprou moeda entre as 15h (hora de Brasília) e 15h10, aceitando as ofertas pela taxa de R$ 1,8455.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, elevou as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo.

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista ascendeu de 9,75% ao ano para 9,78%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 10,22% para 10,26%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Fonte:
Folha Online

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