Brasil espera que quebra de patentes ajude a reduzir subsídios agrícolas

Publicado em 09/03/2010 07:12 424 exibições
Pela primeira vez a OMC autorizou um país a fazer a retaliação cruzada

Produtores brasileiros esperam que a quebra de patentes tenha mais efeito do que as taxas na tentativa de reduzir os subsídios agrícolas. Eles gastaram US$ 3 milhões no processo que levou a Organização Mundial do Comércio (OMC) a autorizar a sanção contra os Estados Unidos.

A importação de algodão e tecido vindos dos Estados Unidos vai ser sobretaxada, mas é um mercado tímido. No ano passado representou pouco mais de US$ 20 milhões. Para a Associação dos Produtores de Algodão (Abrapa), o governo norte-americano só tomará alguma atitude depois que setores mais estratégicos forem atingidos.

Pela primeira vez a OMC autorizou um país a fazer a retaliação cruzada. Com isso, o Brasil vai poder quebrar a patente de produtos norte-americanos considerados sensíveis como é o caso dos medicamentos. Esse direito é considerado pelos produtores o mais importante mecanismo de pressão para uma futura queda dos subsídios agrícolas.

– Somente sensibilizando em pontos chave, como esse na retaliação de bens e principalmente na propriedade intelectual, para talvez fazer com que os outros setores que se sintam prejudicados e que vão ser pesadamente afetados com essas medidas possam fazer um lobby contrário ao agrícola americano e promover as mudanças – diz o presidente da Abrapa, Haroldo Cunha.

Para o professor de Finanças da Universidade de Brasília (UnB), José Carneiro, as medidas prejudicarão principalmente os consumidores. Na opinião dele, o governo brasileiro deveria ter concentrado os esforços apenas em setores importantes dos Estados Unidos.

– O governo brasileiro poderia ter retirado de licitações e concorrências para aquisição de material bélico, empresas que fossem americanas. Isso, automaticamente, atingiria um grupo de pressão poderosíssimo, provavelmente um dos grupos de pressão mais poderosos que existem dentro do Congresso Americano.

Fonte:
Canal Rural

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