Dissidente cubano recupera a consciência, mas continua hospitalizado

Publicado em 12/03/2010 12:20 566 exibições
Fariñas faz greve de fome há 16 dias em protesto a prisões políticas e morte de companheiro


Fariñas faz greve de fome há 16 dias em protesto a prisões políticas e morte de companheiro

estadao.com.br


Fariñas é levado para o hospital após sofrer choque hipoglicêmico na quinta

Rolando Pujol/Efe

Fariñas é levado para o hospital após sofrer choque hipoglicêmico na quinta

HAVANA - O dissidente cubano Guillhermo Fariñas recuperou a consciência, mas permanece sob cuidados intensivos após sofrer na quinta-feira, 11, um ataque de hipoglicemia. O prisioneiro político faz greve de fome há 16 dias para pedir a libertação de 26 outros presos em Cuba e para protestar contra a morte de seu companheiro Orlando Zapata.

 

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O psicólogo e jornalista de 48 anos foi hospitalizado na tarde da quinta-feira quando sofreu seu segundo desmaio desde que iniciou o jejum. Uma semana antes, Fariñas já havia sido levado para o hospital inconsciente e desidratado, segundo informou o jornal espanhol El País.

 

O dissidente passará a noite em terapia intensiva. Ele "se encontra estável, consciente e orientado, mas está sonolento e muito debilitado", segundo sua mãe, a enfermeira Alicia Hernández, que assegurou que Fariñas recebe "por via intravenosa todos os medicamentos necessários para se recuperar". "Estamos à espera de que nos entreguem os resultados dos relatórios clínicos e de laboratório que foram feitos antes de sua entrada no hospital", completou a mãe.

 

Pouco antes do desmaio, três médicos do sistema de saúde pública cubano o visitaram em casa e pediram seu consentimento para transportá-lo para um centro de saúde para realizar exames, dado seu deteriorado estado de saúde.

 

Fariñas agradeceu "o profissionalismo e a humanidade" com que os médicos o trataram, mas insistiu que deveriam tomar as amostras em sua casa de Santa Clara, 280 quilômetros a leste de Havana. O dissidente então reiterou que não abandonaria a greve e nem aceitaria ser hospitalizado enquanto estiver consciente.

Fonte:
O Estado de S. Paulo

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