EUA e Brasil acirram disputa no comércio internacional de grãos e carnes

Publicado em 23/03/2010 15:50 725 exibições
Brasil e Estados Unidos pretendem protagonizar uma histórica e acirrada disputa na busca por mais espaço no mercado internacional do agronegócio. A proposta dos norte-americanos de ampliar exportações do setor, que segue em linha com o plano do presidente Barack Obama para dobrar as exportações do país num prazo de cinco anos, roubou a cena no Agricultural Outlook Forum 2010.
O USDA até que tentou, mas não conseguiu sustentar as discussões na pauta da sustentabilidade, como previa o programa. Foram os próprios integrantes do departamento que surpreenderam ao anunciar, logo na abertura dos trabalhos, a meta, ousada e audaciosa, dos norte-americanos. Eles querem retomar o crescimento verificado no período que antecedeu a crise econômica que abalou a saúde financeira mundial em 2009, admite o economista-chefe do USDA, Joseph Glauber.
Ele reconhece ser um objetivo difícil de atingir, mas diz que os Estados Unidos não vão medir esforços para aumentar sua presença no mercado internacional de grãos e carnes, na medida em que cresce o consumo. A preocupação maior veio com uma declaração, também durante o Outlook Forum, de que, se necessário for, os Estados Unidos vão ampliar os subsídios concedidos ao setor.
A notícia de que a Casa Branca prepara um pacote de medidas para estimular as exportações causou reações no Brasil, concorrente direto na ampliação do comércio já estabelecido e também na abertura de novos mercados. O ministro da Agricultura Reinhold Stephanes não se intimidou e disse que o país tem mais condições e competitividade para alavancar as exportações do que os Estados Unidos.
No caso da soja para a China e da carne suína para a Rússia, os dois países acirram a disputa por um mercado em expansão e com condições de absorver a crescente produção verificada na América do Sul e América do Norte.
Entre 2004 e 2008, antes da crise, as exportações dos Estados Unidos cresceram quase 90%, de US$ 61,43 bilhões para US$ 115,28 bilhões. No ano passado, caíram a US$ 98,61 bilhões, refletindo a retração econômica. Em 2008 os embarques brasileiros do setor ficaram próximos de US$ 73 bilhões.
Fonte:
Gazeta do Povo

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