Dólar fecha a R$ 1,75; Bovespa recua 0,59%

Publicado em 19/04/2010 17:06 306 exibições

A taxa de câmbio brasileira ficou em alta durante boa parte do expediente desta segunda-feira, cedendo para R$ 1,75 perto do encerramento das operações. O Banco Central promoveu seu leilão diário de compra às 12h24 (hora de Brasília), e aceitou ofertas por R$ 1,7600 (taxa de corte).

Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,755, em baixa de 0,39%, nas últimas operações registradas nesta segunda-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,770 e R$ 1,756. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,860, em queda de 0,53%.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retrai 0,59%, aos 69.009 pontos. O giro financeiro é de R$ 10,84 bilhões, inflado pelo vencimento de opções. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,47%.

Desde o início deste mês, a oscilação das taxas de câmbio se estreitou para a faixa de R$ 1,77 e R$ 1,75. Se por um lado o nervosismo com a cena externa, principalmente a situação grega, pressiona a cotação do dólar; de outro, a perspectiva de um fluxo significativo de recursos, principalmente com as projeções de alta dos juros, tende a fortalecer a moeda brasileira.

Elaborado pelo BC a partir das projeções do setor financeiro, o Boletim Focus mostrou que boa parte dos economistas elevou suas projeções para a inflação e taxa Selic (hoje em 8,75%) deste ano. O IPCA projetado passou de 5,29% para 5,32%. A taxa Selic prevista para dezembro foi de 11,25% ao ano para 11,50%.

O Comitê de Política Monetária, que define a taxa básica de juros do país, volta a se reunir nos dias 27 e 28. Nos últimos dias, ganhou força o grupo dos analistas que espera um ajuste de 0,75 ponto percentual nesta reunião, contra a corrente dominante, que espera um aumento de 0,5 ponto.

Entre outras notícias importantes do dia, o Ministério do Desenvolvimento apontou um superavit comercial de US$ 682 milhões em abril (até a terceira semana). No ano, o saldo está positivo em US$ 1,574 bilhão, cifra quase 70% abaixo do desempenho registrado para o mesmo período em 2009.

Analistas também mencionaram o nervosismo dos mercados com o caso Goldman Sachs. O Banco está sob investigação nos EUA e na Europa por operações envolvendo títulos relacionados aos famosos créditos "subprime" (empréstimos de alto risco).

Juros futuros

No mercado futuro da BM&F, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas voltaram a subir nos contratos de maior volume financeiro.

Segundo a Fipe-USP, a inflação foi de 0,23% na segunda quadrissemana de abril, pela leitura do IPC, acima das projeções do mercado.

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 10,19% ao ano para 10,22%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,71% para 10,74%. No contrato de janeiro de 2012, a taxa prevista ascendeu de 11,97% para 12,01%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.

Fonte:
Folha Online

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