Dólar fecha a R$ 1,73 e perde 2,4% no mês; Bovespa cai 0,67%

Publicado em 30/04/2010 17:07 248 exibições

A taxa de câmbio brasileira teve um alta modesta na jornada desta sexta-feira, último dia útil do mês, marcado pela tradicional disputa entre "comprados" e "vendidos" pela Ptax (a taxa média de câmbio).

A Ptax serve de referência para a liquidação dos contratos vinculados ao dólar negociados na BM&F. Por esse motivo, profissionais de mercado acusam alguma volatilidade atípica perto do encerramento do mês, quando agentes financeiros procuraram influenciar na formação dos preços no mercado à vista, conforme ganhem com a alta ("comprados") ou a baixa ("vendidos") da cotação.

O mercado teve um motivo adicional de nervosismo hoje, já que neste final de semana deve haver uma reunião decisiva entre representantes da comunidade europeia, em torno da ajuda para a Grécia. Esse país, às voltas com uma severa crise fiscal, pode recursos acima dos 45 bilhões de euros (cerca de US$ 60 bilhões) originalmente estimados.

Nesse cenário, o dólar comercial encerrou o expediente vendido por R$ 1,738, em alta de 0,34%, depois de oscilar entre a cotação máxima de R$ 1,740 e a mínima de R$ 1,724. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,850, em um avanço de 1,09%.

A valorização de hoje não impediu que a taxa de câmbio acumule uma desvalorização no mês, de 2,41%.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofre queda de 0,67%, aos 67.524 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,32 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrai 1,29%.

Para corretores, não está descartada a hipótese de que o dólar se aproxime do nível de R$ 1,70 ainda na semana, caso a cena externa realmente se tranquilize. Por outro lado, o mercado sempre considera a hipótese de intervenções mais agressivas do agente público para segurar as cotações.

Ontem, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já avisou que o órgão deve acelerar a compra de dólares nos próximos meses para cumprir os pagamentos de dívida externa a vencer no curto prazo.

Fonte:
Folha Online

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário