Pressão de commodities faz inflação medida pelo IGP-DI avançar em abril

Publicado em 06/05/2010 17:40 199 exibições

O reaquecimento da economia mundial e a consequente elevação nos preços das commodities ajudaram a impulsionar a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna). Em abril, o índice acelerou para 0,72%, ante variação de 0,63% em março, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

O principal foco de pressão, no atacado, foi verificado entre os materiais para manufatura, como produtos siderúrgicos e de metalurgia básica. Além disso, matérias primas brutas como a soja aceleraram de forma mais intensa em abril. Ao todo, o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que compõe o IGP-DI, subiu 0,68%. No mês anterior, a taxa tivera alta de 0,52%.

Em relação ao impacto de preços ao consumidor, houve menor pressão em abril, especialmente entre os alimentos. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve variação positiva de 0,76%, contra 0,86% em março.

Economista da FGV, Salomão Quadros lembrou que as altas mais significativas foram notadas entre produtos ligados ao cenário internacional de recuperação econômica. Foi o caso da soja, que teve alta de 0,48%, após ter apresentado deflação de 5,93% em março. A soja contribuiu com 0,20 p.p. (ponto percentual) dentro do IPA.

Os produtos siderúrgicos registraram elevação de 2,37%, depois de subirem 0,32% no mês anterior. Produtos de metalurgia básica avançaram 3,77% em abril, ante 1% de variação positiva em março.

Quadros avaliou ainda que a crise econômica europeia pode conter o movimento de alta entre as commodities.

Sobre os preços para o consumidor, comentou que existe alta generalizada influenciada pela retomada econômica, e disse considerar correta a atitude do BC (Banco Central) em mexer na taxa selic de juros para conter os efeitos inflacionários.

"O BC está certo, já vinha comentando sobre essa necessidade de se mexer nos juros há tempos. A aceleração da inflação está associada aos bens de consumo", afirmou.

Fonte:
Folha de São Paulo

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