Gestão ambiental valoriza o campo

Publicado em 12/05/2010 08:34 167 exibições
Práticas antigas em propriedades rurais, como enterrar o lixo, cavar poços ou lançar resíduos em rios, além de provocar prejuízo ao ambiente, afeta o bolso dos agropecuaristas. A atual legislação ambiental está mais rigorosa e exige dos donos de terras ações técnicas de preservação.

O engenheiro civil Fernando Barros, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental de Resíduos, explica que é necessário adotar procedimentos técnicos que resultem na preservação e até no aumento da rentabilidade, como é o caso do reaproveitamento de lixo orgânico como adubo.

Ele alerta que muitos proprietários desconhecem a legislação ambiental e um dos entraves é a discussão no Congresso Nacional sobre o percentual de terra que deve ser mantido como reserva legal. “Mas isso, não impede que os produtores rurais regularizem as propriedades”, avisa.

O licenciamento ambiental, segundo ele, não depende só da definição da reserva. “Em primeiro lugar, é preciso fazer o georeferenciamento da área, o que, aliás, é exigido pelo Incra”, explica. Outro aspecto importante é a preservação permanente da mata ciliar. “É obrigatório. É uma área que tem que ser cercada, uma área sagrada”, observa.

Ele conta também que poucos produtores sabem que, para perfurar um poço de água potável, é preciso de uma outorga do governo do Estado. “Vale também para um poço perfurado no passado”, orienta. Já sobre os buracos para acondicionar lixo, o engenheiro diz que é irregular e que é necessário um plano de gerenciamento de resíduo sólido, com a destinação correta a cada material.

Fonte:
Diário do Norte do Paraná

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