Exportadores norte-americanos vão colocar foco na China e na Índia

Publicado em 24/05/2010 16:56 169 exibições
Em recente encontro da Poultry & Egg Association, a principal entidade avícola dos EUA, o Dr. Mark Lobstein, representando a associação local dos exportadores de aves e ovos (USAPEEC), ao falar sobre as perspectivas do mercado externo para as empresas exportadoras dos EUA, não escondeu que a situação é extremamente difícil. “O desastre é inevitável – os embarques vêm caindo. Nada exportamos para a Rússia em 2010. O argumento que [os russos] adotaram é o de que usamos cloro. Mas nós [norte-americanos], grandes consumidores de frango, somos todos saudáveis. A questão não está no uso do cloro, é política”, desabafou.
De acordo com Lobstein, agora o grande potencial para as exportações avícolas dos EUA está na China e Índia. “Temos algumas pendências a resolver com a China, mas eu acredito numa solução negociada. Vamos concentrar forças naqueles mercados”, afirmou.
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Curiosamente, o futuro das exportações norte-americanas passa pelos BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China, os quatro países que chamaram a atenção do mundo pelo rápido crescimento econômico.
Juntos, Rússia e China já chegaram a absorver (2007) quase 45% das exportações de carne de frango dos EUA. Em 2010 (primeiro trimestre) o volume importado ficou reduzido a menos de 10% e dificilmente retornará ao status anterior porque – como reconheceu o dirigente da USAPEEC – as pendências (não só com a Rússia, mas também com a China) são, sobretudo, de caráter político. Ou seja: o frango apenas “paga o pato”.
A Índia, com uma população superior a 1 bilhão de habitantes é, sem dúvida, o mercado sonhado por qualquer exportador. Mas chegar a esse mercado vai muito além da simples solução de questões de acesso, passa por mudanças culturais. Assim, a Índia ainda deve permanecer, por algum tempo, somente como um mercado latente.
O último dos BRIC (ou o primeiro), o Brasil, entra nessa história como maior exportador mundial de carne de frango e, portanto, como concorrente direto dos EUA. Ou seja: também tem um grande mercado consumidor (população superior à da Rússia) mas nada importa. Ao contrário, vem, cada vez mais, ocupando mercados tradicionalmente pertencentes aos EUA.
Fonte:
Avisite

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