Bolsa tem "pechinchas" mas analistas preveem novas altas

Publicado em 28/05/2010 11:28 308 exibições

Apesar da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter fechado o dia de ontem com alta de 3,16%, os preços de alguns papéis são considerados baixos pelos analistas. A previsão de boa parte das corretoras é de que o principal indicador da Bolsa, o Ibovespa, feche em dezembro no intervalo de 70 mil a 80 mil pontos. Contudo, o momento é de volatilidade.

Uma das corretoras que apostam em um Ibovespa muito perto dos 80 mil pontos é a SLW. O analista-chefe da casa, Pedro Galdi, enxerga que existem muitos papéis com preços baixos e com potencial de alta, como é o caso da Petrobras. "Está é uma boa opção para o médio prazo, principalmente depois da recapitalização da empresa."

O analista disse que um investidor que pensa em lucros para até 3 anos e que dispõem de um capital de até R$ 30 mil pode pensar em ingressar na Bolsa. "Ele pode formar uma carteira de uns 5 papéis e com este aporte comprar lotes inteiros. Os preços estão atrativos", afirma.

Galdi recomenda comprar ativos ligados ao setor de commodities e varejo, pois acredita que a tendência é de alta dos metais e que a economia interna tenha bom desempenho.

Mais comedido, o analista do banco Banif, Oswaldo Telles, recomenda uma carteira de papéis que defendam o patrimônio. Segundo ele, a não ser que se tenha notícias de impacto positivo ou negativos, haverá continuísmo da volatilidade.

No mês de maio, Banif recomendou ações do Bradesco, CSN, Drogasil, Guararapes, Hering, Petrobras, Tegma, Geração Tiête, TIM, Tractebel, Vale e Vivo. A carteira teve rendimento negativo de 4,5%, enquanto o Ibovespa, 8,1 %, no mês. "No inicio do mês devemos mudar um pouco os papéis, pois vemos muita volatilidade no mercado. As notícias ruins não se restringiram à apenas Grécia."

Para o analista-chefe da Gradual Investimentos, Paulo Esteves o que chama a atenção é o setor de construção civil. Segundo ele, até anteontem o setor apresentava queda de 10,7% e de 21,2% no ano. "As empresas vieram com balanços bons. Acredito que o PL do setor, tendo como referencia a mediana (para evitar distorções) seja de 8,9% em 2010 e de 7% em 2011."

Esteves diz que a relação de preço valor patrimonial está 115%. Nível muito baixa para o indicador. "Para se ter idéia da defasagem, o mesmo cálculo para os 142 papéis que cobrimos é de PL de 12,7%, para este ano e de 10,6% para no ano que vem."

Bovespa

O economista da Legan Asset, Fausto Gouveia, explica a alta de alta de 3,16%, aos 62.092 pontos da Bovespa, pelas notícias de que a China não deve revisar as posições dos ativos na Europa e a de que o Parlamento espanhol aprovou um pacote de austeridade fiscal de 15 bilhões de euros (US$ 18,4 bilhões).

Gouveia aposta que o mercado continue no mesmo patamar de ontem, até a segunda feira. "Os setores ligados a commodities devem continuar a se recuperar. Até dezembro optaria por escolher ações em infraestrutura, varejo e consumo. O investidor vai aproveitar o que Brasil apresenta de bom na economia."

Ele recomenda como um investimento de médio prazo ações da Petrobras, que devem se valorizar muito após a recapitalização. "No caso de ações da Vale, a desvalorização aconteceu por causa da China ter anunciado aperto monetário e da bolha imobiliária, além do aumento dos juros. Tudo isto prejudicou. Os papéis devem subir."

O economista reforça a dica de que prudência e estudos dos fundamentos são fundamentais para ter bom desempenho no mercado de ações. A Legan aposta em papéis da Petrobrás, "após capitalização deve ser a grande aposta do ano". Bradesco PN, Usiminas PN, Rodobens e Banco do Espírito Santo.

No fechamento do pregão, o recorde de ontem ficou com construtora Rossi, que subiu 8,31%. A Usiminas com 7,69% figurou como a segunda maior alta. A maior baixa ficou com os papéis da BMF& Bovespa, com queda de 2,79%, seguida da Duratex, com 2,53%.

Outro destaque foram as ações da Vale ON e PN, que avançaram 6,31% e 6,29%.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

 

Fonte:
DCI

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