Bovespa fecha em alta de 1,77%; perdas no mês atingem 6,6%

Publicado em 31/05/2010 18:10 282 exibições

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) finalizou o mês de maio em tom positivo, num pregão em que giro de negócios caiu pela metade. Sem a referência da Bolsa de Nova York, por conta de um feriado local ("Memorial Day"), os investidores tiveram pouca disposição para risco, principalmente com a agenda intensa dos próximos dias.

Maio foi um mês turbulento para a Bovespa: nos 21 dias úteis deste mês, a Bolsa brasileira teve valorização em somente seis pregões. Dessa forma, encerrou com perdas de 6,64% no mês, e de 8,08% no ano.

Hoje, o índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,93% no fechamento, aos 62.523 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,07 bilhões, ante uma média de R$ 7 bilhões/dia neste mês.

O dólar comercial foi cotado por R$ 1,821, em um acréscimo de 0,60% sobre o fechamento da semana passada.

Apesar do baixo volume de negócios, o dia não foi menos turbulento nos mercados de capitais do país. Entre 10h e 11h, problemas no sistema de negociação interromperam os negócios da BM&F, onde são negociados os contratos futuros de dólar (para entrega em 30 dias ou mais) bem como uma parcela importante do segmento de câmbio à vista (operações com liquidação em dois dias úteis.

Também pela manhã, os negócios com as ações da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) ficaram suspensos por uma hora (entre 10h e 11h05) até a empresa explicar o pedido de falência apresentado pela Dad Engenharia.

Segundo a CSN, a Dad protestou títulos da companhia no valor de R$ 1,3 milhão, depois que a siderúrgica reteve pagamentos no valor aproximado de R$ 2,5 milhões, alegando "descumprimentos contratuais por performance". A empresa qualificou o requerimento de falência como "infundado".

No final do pregão, a ação ordinária da siderúrgica teve ganho de 1,63%. A ação preferencial da Usiminas, do mesmo setor, teve alta de 1,32%, enquanto o papel da Gerdau valorizou 2,37%.

O investidor tem uma semana bastante complicada pela frente: amanhã, com o retorno das atividades em Nova York, deve repercutir o índice ISM o setor de manufaturados, bem como os gastos da construção civil, ambos nos EUA.

Na quinta, quando o mercado brasileiro estará fechado, haverá a divulgação do importante relatório da consultoria ADP sobre o fechamento de vagas no setor privado americano. Esse documento antecede o boletim oficial, o fundamental "payroll", previsto para o dia seguinte, sem dúvida o indicador mais importante da agenda.

Apesar da agenda intensa, alguns analistas acreditam que o nervosismo do mercado a respeito da crise da zona do euro pode ter algum alívio nos próximos dias.

"Com os acontecimentos relativos à crise do euro já encontrando respaldo em algumas medidas adotadas pelos principais países envolvidos é de se supor um ambiente um pouco menos volátil", comenta a equipe de analistas da corretora Planner, em seu boletim diário dirigido aos investidores. Os profissionais ressalvam ser "necessário estar atento ao noticiário dos bancos europeus, em especial os da Espanha, pois novas baixas serão cruciais para o aumento da aversão ao risco".

Fonte:
Folha Online

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