Dólar fecha a R$ 1,84; Bovespa opera instável

Publicado em 09/06/2010 16:41 272 exibições

A taxa de câmbio brasileira teve o seu terceiro dia de recuo em seis dias úteis deste mês. Os mercados mostram acomodação às notícias ainda negativas sobre a crise europeia, mas deixam de "ignorar", como antes, alguns dados positivos vindo dos EUA.

Hoje mereceu destaque entre os analistas as declarações de Ben Bernanke, presidente do banco central americano, sobre a recuperação de seu país, prevendo expansão, ainda que moderada, pelos próximos anos e impacto "modesto" dos problemas na Europa.

O dólar comercial foi vendido por R$ 1,848, em queda de 0,64%, nas últimas operações desta quarta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,850 e R$ 1,835. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,960, em um decréscimo de 1,50%.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tem leve baixa de 0,04%, aos 61.770 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,23 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,34%.

O Banco Central reportou hoje que o país teve um fluxo cambial positivo (entradas maiores que saídas de dólares) de US$ 2,60 bilhões em maio. A autoridade monetária também revelou ter comprado mais de US$ 4 bilhões no mesmo período, por meios de seus leilões diários no segmento de câmbio doméstico.

No início deste mês, as saídas de dólares superaram as entradas por US$ 267 milhões. E em três dias úteis de junho, o BC fez intervenções que somam US$ 746 milhões.

Oficialmente, o BC não tem "meta" para a taxa de câmbio brasileira e somente no atua no mercado de moeda para evitar oscilações bruscas demais dos preços.

Selic

A taxa básica de juros do país será anunciada após o encerramento dos mercados. A maioria dos analistas do setor financeiro acredita que o juro primário deve ser ajustado de 9,50% para 10,25% ao ano.

A FGV apontou inflação de 1,57% em maio ante 0,72% em abril, pela leitura do IGP-DI. O mercado esperava uma taxa em torno de 1,30%. Já o IBGE revelou uma inflação de 0,43% em maio contra 0,57% em abril, em linha com as expectativas.

Há poucas horas do anúncio do Copom, as taxas avançaram novamente no mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos.

No vencimento para outubro, a taxa prevista passou de 10,65% para 10,68%. No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 11,01%, para 11,03%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista ascendeu de 11,90% para 11,93%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte:
Folha Online

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