Dólar fecha a R$ 1,79; Bovespa perde 0,70%

Publicado em 17/06/2010 16:43 236 exibições

Mesmo em seu ponto mais alto do dia, as cotações da moeda americana oscilaram abaixo de R$ 1,80, o que não ocorria desde 13 de maio. O mercado de câmbio doméstico, segundo analistas, têm refletido a expectativa de forte ingresso de recursos no país, com as ofertas de ações programadas do Banco do Brasil e Petrobras.

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) também reforçou a percepção de que os juros básicos do país devem continuar subindo nos próximos meses.

No balanço de riscos apresentado pelo comitê, ficou claro que, embora a crise externa "contribua" para baixar os preços dos alimentos e das matérias-primas, os integrantes desse colegiado estão mais preocupados com o aquecimento da demanda doméstica e seus efeitos sobre a inflação.

Profissionais do setor financeiro também chamam a atenção para a trajetória do euro, uma "caixa de ressonância" dos temores de mercado sobre a crise da Europa.

Depois de chegar ao "fundo do poço" algumas semanas atrás (abaixo de US$ 1,20), os agentes financeiros têm sustentado a moeda europeia em torno de US$ 1,23 nesta semana, com notícias mais e menos favoráveis sobre os problemas do Velho Continente.

Nesse cenário, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,791, em um leve aumento de 0,05%, nas últimas operações desta quinta-feira. Os preços da moeda americana variaram entre R$ 1,789 e R$ 1,777. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,890.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recua 0,70%, aos 64.298 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,46 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cai 0,16%.

"O que nós estamos vendo também é o desmonte das posições 'compradas' [que ganham com a alta do dólar]. O pessoal está vendo que está remando contra a maré: viram que a taxa não subiu na base da especulação", comenta Reginaldo Galhardo, diretor da corretora de câmbio Treviso.

Entre as principais notícias do dia, chamou a atenção dos analistas o leilão de títulos espanhóis, com uma forte demanda por parte dos tomadores habituais desses habituais. A notícia foi bem vista, num cenário em que ainda existe nervosismo sobre as condições do setor bancário desse país.

Fonte:
Folha Online

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